terça-feira, 1 de maio de 2012

DIA 28 DE ABRIL - DIA DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT,BIOGRAFIA E MENSAGENS DELE,COMUNICADAS NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ, AO VIDENTE MARCOS TADEU.


I. A infância de São Luís

Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673. Descendente de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução e educação.

O pensamento de Maria encantou os primeiros anos de Luís Grignion de Montfort. "O amor desta boa Mãe parece ter nascido junto com Ele", – diz seu historiador Blain. "Desde a mais tenra infância, Luís não teve outro prazer que pensar em Maria e em seu amor".

"Em vez de procurar os brinquedos próprios de sua idade, retirava-se num lugar solitário para meditar, ou recitar o terço diante de uma pequena imagem da querida Mãe do céu".

"Nestes momentos – escreve M. Blain, que foi o seu companheiro de infância – o jovem Grignion parecia não conhecer mais ninguém e estar numa espécie de alucinação dos sentidos, pois rezava numa imobilidade completa, horas a fio".

A devoção precoce de Grignion tinha já desde o início uma característica, que se desenvolveu através dos anos: o abandono completo à Virgem Santa, a confiança ilimitada em sua bondade maternal. Maria Santíssima era, antes de tudo, sua "Mãezinha querida", ou sua "boa Mãezinha", a quem Ele ia pedir tudo o que desejava.

Outra característica da sua devoção, desde a infância, é que ela era sobremaneira comunicativa. O menino experimentava grande alegria em ouvir falar, e em falar Ele mesmo da sua "Mãezinha celeste".

Enviado para Rennes, onde devia concluir o curso ginasial no Colégio dos Jesuítas, o seu amor à Santíssima Virgem foi crescendo dia por dia. Aí entrou na Congregação Mariana, estabelecida no Colégio, tornando-se logo um congregado exemplar e zeloso.

Correra-lhe a infância numa admirável inocência e afastamento do mal; ao ponto que desconhecia tudo quanto pudesse lesar a pureza de um jovem. O seu condiscípulo Grandet nos fala da inesgotável caridade do jovem congregado.

-"Ajudava a todos os seus colegas – diz ele – e os assistia em tudo o que lhe estivesse ao alcance; e quando não tinha mais nada para lhes dar, esmolava para eles nas casas dos ricos".

Este tempo da mocidade, tão repleto de perigos passou-o Montfort sem uma alteração sequer em sua amável e sorridente pureza. Senhor de seu coração, ele o guardava para a Mãe celeste.

–"Não sei – diz o seu condiscípulo Blain – se lhe custou guardar o voto de castidade e se teve grandes combates a sustentar contra o mundo, a carne e o demônio; o que sei é que, antes de sua entrada em São Sulpício, ele ignorava por completo toda a maldade. Correra-lhe a infância numa admirável inocência e afastamento do mal; ao ponto que desconhecia tudo quanto pudesse lesar a pureza de um jovem. Falando-lhe eu um dia de tentações contra a bela virtude, ele nada compreendeu, e disse-me não saber o que era aquilo...".

II. Origem da Santa Escravidão

Montfort foi o último discípulo desta escola de amor ardente à Mãe de Jesus.Recolheu esta sagrada herança, para passar à posteridade através do nevoeiro do jansenismo, que ameaçava tudo invadir.

Era na cidade de Paris que a devoção de Grignion devia tomar pleno desenvolvimento e receber forma definitiva: a Santa Escravidão ou dependência total da Mãe de Jesus.
Este título não era uma novidade. Antes de Montfort, muitos santos o conheciam, praticavam, e ensinavam.

Montfort é herdeiro do Cardeal de Bérulle, de Condren, Olier, Eudes, Poiré, Boudon, pois estes todos ensinavam a prática da Santa Escravidão.

Todos estes homens, santos e sábios, haviam adotado a palavra do Evangelho: "Formam servi accipiens..." – cf. Mt 20, 28; e as de São Bernardo: "Eu sou um vil escravo, para quem é suma honra ser o servo do Filho e da Mãe"; e estas de Santo Ildelfonso: "Para ser o devoto escravo do Filho, quero ser o escravo fiel da Mãe".

Como Ele próprio o disse, leu as obras daqueles grandes homens; e pode-se afirmar mesmo, que todos os livros referentes a devoção a Maria Santíssima.Conversou familiarmente com todos os grandes santos e sábios da época.

Este estudo e estas relações demonstraram-lhe que não havia outra devoção à Maria comparável à Santa Escravidão; que não havia: "nenhuma devoção que exigisse maiores sacrifícios para Deus, mais renúncia de si mesmo, e unisse as almas mais intimamente a Nosso Senhor; nenhuma, enfim, que fosse mais gloriosa para Deus, mais santificante para a alma, e mais útil ao próximo" (Tratado da Verdadeira Devoção).

Entretanto, a doutrina daqueles autores precisava ser simplificada, e ser apresentada em fórmulas claras e certas, para ficar ao alcance de todos.

Dos diversos elementos colhidos, Montfort eliminou o que era demais abstrato ou indeciso. Escolheu o que lhe servia, e, num estilo alerta, nervoso e colorido, formou o conjunto completo e homogêneo da devoção, o que constitui o seu "Tratado".

Deste modo, a Santa Escravidão deixou de ser uma simples Consagração, mais ou menos exterior, para tornar-se uma devoção perfeita, sob uma forma admirável, que aperfeiçoa e transforma as almas. Tornou-se verdadeira escola espiritual de santidade.

III. Sua doutrina fundamental

Em toda parte por onde passa, aos pobres e aos ricos, aos pequenos e aos grandes, aos pecadores e aos justos, Ele prega Maria, sua boa Mãe... Ensina a Santa Escravidão. Ensina a devoção ao Rosário.A síntese do ensino de Grignion é a seguinte:

O fim é Deus só, palavras que se encontram a cada página de seus escritos, e que ele comenta por esta outra fórmula:"O puro amor de Deus reine em nossos corações!".

O meio de conseguir este fim é revificar o espírito cristão pela renovação dos votos do Batismo, relembrando aos homens, à luz da fé, que Eles são o bem, a propriedade, os escravos de Jesus Cristo.

Relembra também a todos esta mesma dependência para com Maria Santíssima, pois a Ela compete, por graça, tudo quanto compete a seu divino Filho por natureza. De direito, o cristão é o escravo de Maria. É preciso, pois, que o seja de fato. E isto se faz consagrando-se a alma, sem reserva, ao serviço de Maria, e vivendo numa completa submissão.Este estado será para a alma uma fonte de graças especiais.

Para alcançá-las, entretanto, é preciso que o escravo não se contente só com a Consagração, embora muitas vezes renovada.É preciso que ele viva em Maria, como na atmosfera da graça; que viva por Maria, nada fazendo sem consultá-la; com Maria, em tudo procurando imitá-la; para Maria, tudo fazendo como se Ela fosse o fim próximo.

Com esta prática, a alma fiel chegará, em pouco tempo, a uma união íntima com Deus, pois Maria é o caminho suave, curto, seguro e fácil, para levar a Jesus Cristo.

O que o santo concebeu é, pois, o reino de Jesus Cristo por Maria. É fazer conhecida e amada Maria, para fazer conhecido e amado Jesus Cristo.É conduzir as almas acorrentadas pelo amor aos pés de Maria, para que esta boa Mãe as conduza a seu divino Filho. É o belo programa que Montfort idealizou e ao qual ia consagrar a sua existência.

Antes, porém, de o escrever e publicar, quis submetê-lo à mais alta autoridade deste mundo. Foi para Roma solicitar a aprovação do Papa Clemente XI. Este, inspirado por Deus, propôs o santo missionário e a sua doutrina como antídoto aos erros hipócritas do jansenismo.

A bênção do Santo Padre estimulou mais o zelo de Montfort. E até à morte, com ardor incrível, cumpriu a sua sublime missão de levar as almas a Jesus Cristo por Maria.
Ele fala, não como um simples padre, mas "tanquam potestatem habens", como tendo uma missão a cumprir: a missão de anunciar o grande reino de Jesus por Maria, mediante sua devoção da Santa Escravidão.

E em toda parte por onde passa, aos pobres e aos ricos, aos pequenos e aos grandes, aos pecadores e aos justos, Ele prega Maria, sua boa Mãe... Ensina a Santa Escravidão. Ensina a devoção ao Rosário.

Grandet nos refere o apostolado de Montfort: "Estabelecia, em todas as paróquias onde pregava, a devoção da Santa Escravidão de Jesus vivendo em Maria... Esta pregação lhe suscitou não poucas dificuldades, mas atraiu também muitas graças sobre os seus ouvintes".

Grandet ajunta um pormenor sobre os efeitos maravilhosos que esta devoção produziu nas almas mais aviltadas: "Conheci um grande número de pecadores escandalosos, aos quais ele ensinou esta devoção, bem como à prática de rezar diariamente o Rosário. Pois todos se converteram completamente, e tornou-se exemplar a sua vida. É incontável o número de pessoas dum e doutro sexo que ele fez mudar de vida por este meio".

IV. A pregação de Montfort

Doutros temas, falava geralmente numa linguagem natural e simples, para melhor se pôr ao alcance do povo. Falando, porém, de Maria Santíssima, a sua linguagem se tornava sublime, quase sobrenatural.

"O Padre de Montfort – diz Blain – nos aparece como o panegirista zeloso da Santíssima Virgem, o orador perpétuo de seus privilégios e de suas grandezas, o pregador incansável da sua devoção". Ele é, verdadeiramente, o Padre de Maria. Sua pessoa, sua ciência, sua virtude, sua eloqüência, tudo está ao serviço da excelsa Rainha dos corações.

A característica desta pregação é o entusiasmo. Montfort ama apaixonadamente o seu assunto. Ele quer transmitir ao auditório seus sentimentos para com a Mãe de Jesus, e quer abrasar as almas, que o escutam, com o mesmo fogo que o devora.Daí uma eloqüência forte, viril, terna, convincente, que ora raciocina, ora suplica, às vezes chora, às vezes se indigna.

"Apenas havia ele começado a obra das missões – diz o Pe. Bernardo – logo se anuncia como um dos mais ardentes defensores da glória de Maria Santíssima".

Quantos assistiram a seus sermões sobre Nossa Senhora asseveram que ele se ultrapassava a si mesmo neste assunto: tudo era grande e sublime nele.Grandet, um de seus contemporâneos, escreveu também:"Quando Montfort falava de Maria, fosse em particular, fosse em público, era em termos tão fortes e tão tocantes, que comovia o coração dos ouvintes, a todos transportava, e ele mesmo parecia fora de si".

Certo dia, a Virgem Santíssima recompensou por um prodígio o zelo ardente que tinha o seu apóstolo para fazê-la honrada e invocada.

É a 2 de fevereiro de 1715. São Luís, na igreja dos Dominicanos, em Rochelle, celebrava as grandezas da divina Mãe de Jesus, e, como de costume, o fez com uma unção, que arrebatava os ouvintes. De repente, reproduziu-se o fenômeno contado nos "Atos dos Apóstolos" a respeito do Mártir Santo Estêvão:Montfort aparece como um anjo do Senhor; seu rosto, extenuado pelas austeridades e pelos trabalhos, torna-se fulgurante, desprendendo raios gloriosos, que o cercam e iluminam.A mudança foi tão grande, que ninguém mais o pôde reconhecer senão pelo seu timbre de voz.

V. O tema desta pregação

A missão de São Luís Maria Grignion de Montfort era estabelecer o reino de Maria, para estender o reino de Jesus Cristo.

É o que nos garante o seu Tratado da Verdadeira Devoção. Este livro não é uma obra longamente preparada no silêncio dum gabinete de trabalho, para se apresentar depois como surpresa aos leitores ávidos de novidades. É o resumo da pregação de Montfort. Antes de suas idéias ao papel, o santo missionário as havia pregado centenas de vezes.

Lendo este livro sentimos logo a ausência de qualquer esforço de composição por parte do autor. Este possui inteiramente o assunto, escreve ao correr da pena, sem emenda, sem repetição, ou, melhor, escreve o que continuadamente falava desde anos.
Aliás é ele mesmo quem afirma: "Pego da pena, para escrever o que ensinei em público e em particular, nas minhas missões, durante longos anos".

E qual era o assunto desta pregação? Podemos julgá-lo pelos dois grandes cadernos de sermões que deixou, e que ficam conservados em São Lourenço – em Sèvre – como preciosas relíquias.

O primeiro contém só algumas instruções sobre Maria Santíssima em geral. São Luís enumera os motivos da devoção a esta boa Mãe: a glória de Deus, nosso interesse, as vantagens, etc. – "Nullus cliens Mariæ peribit", conclui o autor: "Nenhum devoto de Maria perecerá".

O segundo caderno é exclusivamente consagrado à Santíssima Virgem. É antes um repertório de notas que uma coletânea de sermões.

São Bernardo, Santo Anselmo, São Bernardino, Santo Antonino, Guilherme de Paris, o Padre Guerric, Poiré, e outros, trazem valiosa contribuição a estas notas. O Mestre, entretanto, deixou ali os seus caracteres. Planos, divisões, pensamentos salientes, reflexões pessoais, tudo deixa entrever suas preferências e nos indicam a orientação de seu zelo.

No fundo é o mesmo tema do Tratado da Verdadeira Devoção: as excelências da devoção – os motivos – as características da Verdadeira Devoção – as práticas, e, entre todas, a perfeita Consagração de si mesmo.

A Santa Escravidão de Maria é o ponto culminante do ensino do santo apóstolo e o grande meio por ele preconizado para se obter o reino de Jesus e de sua Santa Mãe.
É o segredo do grande missionário: o Coração de Jesus não reinará plenamente nas almas senão quando as encontrar inteiramente consagradas ao culto da divina Mãe.

Para espalhar esta verdade, Montfort emprega todos os recursos de seu espírito e todas as forças de seu corpo. Prega a sua querida devoção até no túmulo, onde quer ser sepultado com as correntes de ferro, que são o testemunho da sua escravidão.

VI. A Santa Escravidão

Esta palavra escravidão soa mal aos ouvidos do nosso século de liberdade e igualdade. Porém, é necessário examinar a causa, antes que a palavra.

Que pretendeu São Luís Maria Grignion de Montfort?

Pretendeu fazer honrada a Rainha do céu pelas homenagens mais respeitosas e humildes. Quis que exaltássemos a Virgem Santa abaixando-nos o mais possível.
Por isso, procurou o estado que melhor exprime a submissão absoluta, a dependência completa, a renúncia perfeita. Ora, coisa alguma no mundo exprime tudo isso mais positivamente que a escravidão.

Um escravo não se pertence, não pode dispor de si, nem pode trabalhar para si. É propriedade do senhor, e tudo o que faz pertence a este.Tal é o estado de vida que São Luís Maria Grignion de Montfort deseja para os devotos de Maria Santíssima. É uma Consagração do corpo e do espírito, dos bens exteriores e das boas obras, uma submissão completa, uma abnegação contínua da própria vontade para fazer a vontade da Santíssima Virgem.

Nesta devoção, entretanto, o título de escravo não exclui este nome suave de FILHO.
São Luís chama sempre Maria Santíssima de Mãe e Senhora.E, entregando-nos a Ela, é sempre como filhos e escravos.

Na prática, a devoção conserva esta dupla qualidade: o abandono do filho, que em tudo recorre a sua boa Mãe com uma confiança inteira, e a dependência do escravo, que trabalha para a sua senhora, renovando a primeira Consagração antes pela oferta de trabalhos do que por uma simples fórmula.

O dom que fazemos das nossas ações é verdadeiramente o dom de nós mesmos. Apresentar a Maria a nossa oração é oferecer-nos a nós mesmos, no ato tão santo da oração. Nossas orações, como todas as nossas boas obras, não podem ser separadas de nós: é o fruto da árvore, é nossa alma em exercício,humilhando-se, pedindo, trabalhando, renunciando-se.Mais uma alma serve a Maria Santíssima deste modo, mais entra no espírito da Santa Escravidão.

Há vários graus – diz São Luís – os quais devemos percorrer.

Há também um estado habitual que devemos procurar adquirir.

Quem chegará a este estado?

Aquele a quem o Espírito Santo revelar o segredo. E este tal, sob o impulso do mesmo Espírito Santo, há de subir de virtude em virtude, de graça em graça, até chegar à transformação de si mesmo em Jesus Cristo.

VII. Obras de São Luís Maria Grignion de Montfort

Com as indicações precedentes, do espírito, zelo e atividade de São Luís Maria Grignion de Montfort, a sua humildade e o seu amor à cruz, que aparecem em toda parte, ser-nos-á fácil reconstituir a vida deste sublime apaixonado da Virgem, da "Rainha dos corações", como ele a chamava.

Montfort não foi um pregador ardoroso do culto da Mãe de Jesus somente nesta vida. Deus quis que ele continuasse este apostolado após a morte. E ele, de fato, perpetra este desígnio divino pelas Congregações religiosas que fundou e pelos livros que escreveu.

Foi ele o fundador de duas Congregações religiosas: a dos Padres da Companhia de Maria e a das Filhas da Sabedoria.Ambos estes Institutos têm por fim espalhar a santa escravidão.

A Companhia de Maria dedica-se à pregação e obras apostólicas, em que até hoje se exerce por vários países com zelo admirável e resultados imensos.É graças a estes abnegados religiosos que a devoção do santo fundador é conhecida no mundo inteiro.

Os livros escritos por São Luís Maria Grignion de Montfort são relativamente poucos e pequenos. Mas anima-os algo de sobrenatural, que revela a alma ardente dum grande apóstolo.

O Tratado da Verdadeira Devoção e o seu resumo intitulado Segredo de Maria são conhecidos no mundo inteiro. São menos conhecidos, mas não menos belos e valiosos, dois outros opúsculos, que são:

1. O segredo admirável do Santo Rosário. Para converter e salvar as almas. Brochura de 200 págs. Edição francesa de Alfredo Mame. Tours – França. É a doutrina exemplificada da excelência do Rosário.

2. Carta circular aos Amigos da Cruz. Pequena brochura de 52 páginas. Edição francesa de H. Oudin – Paris. São considerações sobre o espírito de sacrifício, dirigidas aos membros da irmandade dos amigos da cruz.

Além destes opúsculos, cheios de doutrina e ascética, o Bem-Aventurado escreveu grande número de cânticos espirituais, instrutivos, suaves e piedosos, já reunidos em volume. São esses os escritos do grande e admirável missionário, fundador e escritor, cujas obras atravessaram os séculos e hão de tornar-se um ideal para as almas generosas amantes de Maria Santíssima.

Seus filhos espirituais fundaram mais tarde, duas associações religiosas, para estimular a prática da Santa Escravidão:

A Associação dos Sacerdotes de Maria, com sua interessante "Revista dos Sacerdotes de Maria" (Revue des Prêtres de Marie); e a Associação de Maria, Rainha dos corações, também com valiosa revista para seculares.

Ambas as revistas, de avultada tiragem, servem como laço, que une os vários centros da Santa Escravidão.


VIII. Cânticos

Terminemos este curto esboço do espírito de São Luís Grignion de Montfort, citando umas estrofes de seus cânticos populares que muito ajudaram na propaganda da sua devoção a Maria Santíssima:

"Marie est ma grande richesse,
Et mon tout auprès de Jésus;
C'est mon bonheur, c'est ma tendresse,
C'est le trésor de mes vertus.
Elle est mon arche d'alliance,
Où je trouve la sainteté.
Elle est ma robe d'innocence,
Dont je couvre ma pauvreté.
Elle est mon divin oratoire,
Où je trouve toujours Jésus,
J'y prie avec beaucoup de gloire,
Et je n'y crains point de refus.
Je suis tout sous sa dependence
Pour mieux dépendre du Sauveur,
Laissant tout à sa Providence:
Mon corps, mon âme et mon bonheur.
Quand je m'élève à Dieu, mon Père.
Du fond de mon, iniquité,
C'est sur les ailes de ma Mère,
Cest sur l'appui de sa bonté.
Cette bonne Mère et Maîtresse
Me seconde partout puissamment,
Et quand je tombe par faiblesse,
Elle me relève à I'instant
Elle me rend pur et fertile
Par sa pure fécondité;
Elle me rend fort et docile
Par sa profonde humilité.
Je vais par Jésus à son Père,
Et je n'en suis point rebuté;
Je vais à Jésus par sa Mère,
Et je n'en suis point rejeté.
Je fais tout en Elle et par Elle:
Cest un secret de sainteté
Pour être à Dieu toujours fidèle,
Pour faire en tout sa volonté.
Voici ce qu'on ne pourra croire:
Je La porte au-dedans de moi,
Gravée avec des traits de gloire,
Quoique dans 1'obscur de la foi."

TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO Á SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA VOLUME 1

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TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO Á SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA VOLUME 2




TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO Á SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA VOLUME 3



LIVRO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO Á SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA ,POR SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT




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LIVRO : A EFICÁCIA MARAVILHOSA DO SANTO ROSÁRIO,POR SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT




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MENSAGENS DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT, COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU, NO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/BRASIL.

JACAREÍ, 10 DE JUNHO DE 2007,CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP
MENSAGEM DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT,COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA


"- EU sou LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Sou vosso irmão, protetor deste lugar, deste Santuário Bendito e protetor de todos os que O amam, trabalham por Ele, lutam por Ele, rezam por Ele, divulgam-No e por todos os que sempre vêm aqui, para consolar com sua oração amorosa e fiel e secar as Lágrimas da MÃE de DEUS.

EU deixei-vos o TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM! Deixei-vos este tesouro precioso, que poucos infelizmente até hoje souberam apreciar e menos ainda cumprir...

LEDE!!! RELEDE!!! ESCUTAI E RE-ESCUTAI OS TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO, MUITAS E MUITAS VEZES, ATÉ QUE SAIA DE VÓS O ESPÍRITO DO MUNDO E ENTRE NO LUGAR O ESPÍRITO DE MARIA!... O ESPÍRITO DE DEUS!... O ESPÍRITO SANTO...

Para que então não sejais vós a viver por vós mesmo, mas sim, que seja MARIA a viver em vós! A amar DEUS em Vós! A glorificar O SENHOR em vós A obedecer O Senhor em vós! A dar Graças a DEUS em vós...

Sim! Que saia de vós todos o espírito do mundo! O espírito das trevas! O espírito da carne! E entre em vós o ESPÍRITO de MARIA que é o ESPÍRITO do SENHOR...

Que seja ELA a viver em vós! Que seja ELA a amar em vós! Que seja Ela a dar Glória a DEUS em vós! Que seja ELA a iluminar o MUNDO em vós! Que seja Ela a triunfar em vós!

PARA TANTO:
LEDE, RE-LEDE O TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO MUITAS VEZES, MESMO QUE JÁ VOS CONSAGRASTES PELO MODO COMO LÁ EU VOS ENSINEI. PORQUE O ESPÍRITO DO MUNDO A TODO MOMENTO, TENTA VOLTAR AO CORAÇÃO DE ONDE SAIU. A ALMA MESMO DEPOIS DE CONSAGRADA À MARIA CORRE O PERIGO DE VOLTAR A VIVER COMO ANTES, POIS O ‘EU’ CORROMPIDO AINDA PERMANECE ALI E A VITÓRIA AINDA NÃO FOI ALCANÇADA...

POR ISSO, LEDE O TRATADO... OUVI O TRATADO... VIVEI O TRATADO... MEDITAI A VERDADEIRA DEVOÇÃO QUE NELE VOS ENSINEI... DEBRUÇAI-VOS SOBRE ELE... SABOREAI-O COMO UM MANJAR DELICIOSO QUE MERECE SER SABOREADO COM TODA ATENÇÃO, GOSTO E ESTIMA!

Dai-o a conhecer ao mundo todo! Dai também a conhecer ao mundo o SEGREDO DO ROSÁRIO, que EU deixei e desvendei para vós de forma tão bela e linda!!!

Segui os exemplos que EU vos deixei de AMOR para com MARIA SANTÍSSIMA! Que Ela seja tudo para vós, assim como Ela foi tudo para Mim!!! Que Ela seja o vosso grande e único AMOR, como Ela foi para Mim. Pois somente assim DEUS será vosso Verdadeiro e Único AMOR. Porque aqueles que tentam amá-Lo sem a Santíssima Virgem fracassam. Somente aqueles que tentam amar DEUS por meio, com e na SANTÍSSIMA VIRGEM têm êxito na santa tarefa e tentativa de amar o SENHOR DEUS com AMOR puro e perfeito...

Fugi de todos aqueles que contradizem a VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM!!!

Fugi de todos aqueles que dizem que não se deve amá-La como EU ensinei! Louvá-La como EU ensinei! Servi-La como EU ensinei! Obedecê-La como EU ensinei! Glorificá-La como EU ensinei... Pois esses não são movidos pelo bom espírito, mas sim pelo espírito infernal, Satanás, a serpente inimiga da Virgem Maria...

Mesmo que eles usem distintivos, roupas e trajes religiosos e pareçam ser ministros... Servos e profetas de DEUS, não os escuteis! É pelo demônio que eles falam não é pelo Espírito Santo.

SEDE FIÉIS NA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM QUE EU OS ENSINEI!
LOUVAI-A COMO EU VOS ENSINEI!!! AMAI-A COMO EU VOS ENSINEI! SERVI-A COMO EU VOS ENSINEI, COMO SEUS VERDADEIROS ‘ESCRAVOS DE AMOR’, QUE NADA MAIS QUEREM NESSA VIDA DO QUE SENÃO ELA MESMA! QUE NÃO BUSCAM OUTRA RECOMPENSA, OUTRA FELICIDADE, OUTRO PRAZER, OUTRO GOZO, OU OUTRO AMOR QUE NÃO SEJA O DE MARIA SANTÍSSIMA. E QUE NÃO SEJA POSSUIR A AMIZADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM!!!

Os que seguirem os Meus Exemplos, os Meus Conselhos, os Meus Ensinamentos, as Minhas Lições Não errarão, Encontrarão a SANTÍSSIMA VIRGEM verdadeiramente unir-se-ão com ELA, com ELA viverão neste mundo e depois com ELA triunfarão e permanecerão vivendo a vida eterna unidos com ELA para sempre no Céu...

A PAZ a todos... Rogo por todos que vêm aqui todos os dias! Protejo a todos e a todos ajudo a serdes fiéis no VERDADEIRO AMOR e DEVOÇÃO para com a MÃE de DEUS. A PAZ..."


JACAREÍ, 09 DE OUTUBRO DE 2011,CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA E SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT,COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA






MENSAGEM DE NOSSA SENHORA


"-Meus amados filhos! Eu, Sou a SENHORA DO ROSÁRIO, Sou a SENHORA DA PAZ, Sou a IMACULADA CONCEIÇÃO, SOU a vossa Celeste comandante que vos guia a todos nestes tempos da grande tribulação, da grande apostasia, do grande pecado, por meio do mar revolto desta vida, levo-vos sempre mais em segurança até o porto da salvação onde Deus, Nosso Senhor vos espera a todos com Seus braços amorosos sempre estendidos para vós, os Seus filhos, para vos receber, vos perdoar, vos purificar, vos santificar e vos tornar sempre mais cheios do Seu Amor e da Sua Graça.

Eu Sou a vossa Celestial Comandante, que com passo firme e decidido por meio das muitas Aparições que Eu realizei em toda a face da Terra, principalmente as deste tempo, quando apareço de modo novo, extraordinário, diário, profundo e intenso. Conduzo-vos seguramente pelas vias da santidade, do amor, da paz, da penitência, da oração e, sobretudo, do perfeito cumprimento da vontade do Senhor.

Levo-vos todos os dias sempre a um maior amor, de forma que dos vossos sempre o mais puro e perfeito nardo do amor pelo Senhor. Para que todos os dias
das vossas almas se eleve até o Céu o hino do perfeito amor pelo Senhor, para que Ele possa verdadeiramente ser glorificado por vós, ser exaltado por vós, ser amado por vós e em vós ele possa comprazer-se, satisfazer-se tendo em vós o Seu jardim, onde florescem todas as virtudes e onde Ele pode finalmente sentir o suave odor de toda a santidade da vossa alma.

Levo-vos sempre mais a uma maior confiança no senhor e em Mim, fazendo-vos cada vez mais viver do amor divino, depender deste amor, seguir sempre mais pela estrada deste amor, de forma que na vossa vida em tudo e por tudo vós busqueis sempre mais fazer a vontade do Senhor, confiando sempre que Ele está convosco, que Ele conhece os vossos sofrimentos, que Ele vê as vossas dificuldades, bem como também a fé que vos anima. E assim o Senhor pode sempre mais vir ao vosso encontro para vos conduzir pela estrada do cumprimento do Seu divino beneplácito.

Levo-vos sempre a uma maior esperança, de que o Amor de Deus, de que o Meu Amor, triunfarão neste mundo de pecado e que Satanás que já foi esmagado por Mim na Minha IMACULADA CONCEIÇÃO, que já foi esmagado pelo Meu divino Filho JESUS CRISTO quando Ele morreu na cruz, que Satanás que já foi derrotado pelo Meu divino Filho na Sua gloriosa Ressurreição, o será novamente, mais uma vez, quando vier o TRIUNFO DO MEU CORAÇÃO IMACULADO.

Então, todas as obras de Satanás serão lançadas por terra, todas as grandes fortalezas do pecado que Satanás criou neste mundo produzindo e estimulando uma sociedade sem Deus, ruirão por terra transformando-se em montões de cinzas. E o Meu CORAÇÃO IMACULADO, que durante todo este tempo trabalhou com os Meus filhos pequeninos, humildes e desconhecidos deste mundo, finalmente refulgirá com grande esplendor esmagando tudo aquilo que Satanás levantou e construiu com tanto barulho, soberba, alarde e orgulho. Então Meu CORAÇÃO IMACULADO proclamará a Sua Vitória e os Meus filhos Comigo, todos os que Comigo carregaram a cruz da perseguição, da incompreensão, da exclusão, da solidão e do sofrimento, naquele dia glorioso Comigo vão exultar de alegria e cantar mil louvores ao Senhor!

Por isso, animo-vos sempre mais, encho-vos sempre mais de uma firme esperança de que todas as Minhas promessas vão cumprir-se.

E POR FIM TRIUNFARÁ MEU IMACULADO CORAÇÃO!

Conforme Eu prometi em FÁTIMA, conforme reafirmei em todas as Minhas Aparições: em LA SALETTE, em MEDJUGORJE e também AQUI.

Levo-vos todos os dias sempre a uma maior fé, fazendo com que a vossa alma sempre mais, confie no Senhor, entregue-se ao Senhor, viva sempre mais na amizade do Senhor, seguindo pelo caminho dos Seus Mandamentos, do Seu Amor e exercitando-vos sempre mais na fé, purificando-a, livrando-a de todo o interesse pessoal, de todo o interesse humano e carnal, levando-vos a enxergar sempre mais além das aparências contrárias de vossa vida.

Levo-vos a acreditar contra tudo aquilo que vos diz para não credes no Senhor, fazendo assim com que a vossa fé sempre mais firme, sempre mais resistente cresça a cada dia, purificada pelas provações e pelos sofrimentos que o Senhor vos permite, mas dos quais a vossa fé sai sempre mais provada, temperada e fortalecida. Assim, como torres fortes a vossa fé cada dia mais vos sustenta, vos dá força para vencerdes todos os sofrimentos e tribulações que surgem no vosso caminho.

Levo-vos também sempre a uma maior vida de oração e de sacrifício, ajudando-vos sempre mais a rezar com o coração, a procurar a vontade do Senhor, a vos entregardes nas mãos do Senhor para cumprirdes o Seu Plano com generosidade sem impor condições. E também a cada dia a fazer-vos crescer no sacrifício, oferecendo muitas, muitas e pequenas florzinhas de pequenos sacrifícios diários, que junto com as Minhas Dores e com o sofrimento do Meu filho crucificado irão atrair uma copiosa chuva de misericórdia, de graça e de conversão sobre o mundo inteiro.

Por fim, levo-vos sempre a um maior amor, ensinando-vos sempre a viverdes no perfeito amor, ensinando-vos sempre mais que o amor é aquilo que Deus procura nos vossos corações, que é o amor aquilo que Eu venho procurando há vinte anos nos corações dos Meus filhos. De fato, Eu vim aqui procurar filhos prontos, dóceis, corajosos, de grande valor, filhos verdadeiramente ardentes no amor pelo Senhor e por Mim, para com Eles fazer a Minha mística luz chegar a todos os corações dos Meus filhos, especialmente dos mais afastados.

Assim, Meus filhos, levo-vos sempre a um amor mais profundo pelo Senhor e pelo Meu próprio CORAÇÃO IMACULADO ajudando-vos todos os dias a crescerdes no verdadeiro amor, que não é outra coisa se não o morrerdes sempre mais para vós mesmos, para o mundo e para as criaturas. Para que assim, possais viver sempre mais para Deus, para o Senhor, para o cumprimento da Sua santa vontade, por meio de Mim.

Deste modo as Minhas APARIÇÕES AQUI, são um contínuo levar-vos a todas essas coisas, para que a vossa vida seja uma verdadeira vida em Deus, seja uma vida completa na paz divina, seja um vibrante hino de amor pelo Senhor todos os dias da vossa vida.
Vinde Meus filhos, entregai-vos completamente a Mim! Dai-Me o vosso ‘sim’, para que finalmente o Meu Plano de Amor possa ser concretizado, realizado em cada uma das vossas vidas.

AS MINHAS APARIÇÕES AQUI EM JACAREÍ, SÃO O ÚLTIMO CHAMADO QUE EU VOS FAÇO, É A ÚLTIMA VEZ QUE EU VENHO DO CÉU À TERRA PARA PEDIR O VOSSO ‘SIM’, PARA RECEBER O VOSSO ‘SIM’ E PARA CONDUZIR O VOSSO ‘SIM’ ATÉ DEUS.

Se vós Meus filhos, Me recusais o vosso coração, se não me entregais a vossa vida, se não Me dais o vosso ‘sim’, então, o Meu CORAÇÃO IMACULADO não poderá agir em vós, não poderá realizar em vós o Plano do Senhor.

VINDE! DEIXAI-VOS CONDUZIR POR MIM ENQUANTO EU ME DEIXO ENCONTRAR POR VÓS! VINDE ENTREGAI-VOS A MIM, ENQUANTO EU NAS MINHAS APARIÇÕES AQUI ESTOU AINDA ME ENTREGANDO TODA A VÓS!

VINDE! AMAI-ME AGORA DE TODO O VOSSO CORAÇÃO, ENQUANTO EU AINDA ESTOU AQUI, AMANDO-VOS COM TODO O MEU CORAÇÃO IMACULADO.

VINDE E REZAI O ROSÁRIO! É PELO ROSÁRIO QUE EU TRIUNFAREI EM VÓS, NAS VOSSAS FAMÍLIAS E NO MUNDO INTEIRO!

Continuai com todas as orações que Eu vos dei aqui. Continuai usando a Minha MEDALHA DA PAZ, pois por meio Dela, afugentarei sempre mais o demônio de perto de vós e de vossas famílias. Usai também a MEDALHA que Eu revelei à Minha filhinha AMÁLIA AGUIRRE, a MEDALHA DAS MINHAS LÁGRIMAS, pois através daquela MEDALHA Eu farei descer todos os dias sobre as vossas almas, sobre as vossas famílias, sobre o mundo inteiro, graças eficacíssimas das Minhas Lágrimas. E vós então, podereis finalmente caminhar mais velozmente pela estrada da santidade e da salvação a qual Eu vos chamei Aqui.

A todos neste momento, abençôo generosamente: de POMPÉIA, de HEROLDSBACH, de CRAVEGGIA e de JACAREÍ.

A Paz, Meus filhos muito amados, a Paz a ti Marcos o mais querido e esforçado dos Meus filhos."

MENSAGEM DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT

“-Amados irmãos Meus! Eu, LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT, vos saúdo e vos abençôo hoje com a Mãe de Deus.

Amai o CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA, com todas as veras dos vossos corações, de modo que vós possais ser os verdadeiros apóstolos deste CORAÇÃO IMACULADO, dos últimos tempos.

Sede os apóstolos dos últimos tempos da Mãe de Deus, fazendo tudo o que Ela vos tem mandado fazer Aqui, procurando sempre mais fazer da vossa vida, uma contínua e fervorosa oração, um vibrante hino de amor a Deus, Nosso Senhor e a Ela e sempre mais um facho luminoso para que os vossos irmãos, que jazem nas trevas do pecado, possam enxergar a luz, vir para luz e voltarem ao Senhor Nosso Deus.

Sede os apóstolos dos últimos tempos da Mãe de Deus, fazendo cada vez mais da vossa um contínuo eco da eterna verdade, anunciando sem medo as Mensagens da Mãe de Deus ao mundo inteiro, ensinando todos a rezarem o SANTO ROSÁRIO, dando a todos as HORAS SANTAS DE ORAÇÃO que Ela vos deu Aqui, fazendo sempre mais de toda a vossa vida um contínuo e profundo ‘sim’ a tudo o que Deus e Ela vos solicitam nas Aparições Deles Aqui. Para que então a vossa vida transformada num verdadeiro sol luminoso, possa iluminar todos aqueles que definham dia-a-dia, mais e mais nas trevas do pecado e assim, todos possam receber a luz, todos possam conhecer a luz do amor e da graça de Deus e todos possam finalmente, encontrar a Deus, dar-se a Deus e viver uma verdadeira vida em Deus.

Sede os verdadeiros apóstolos dos últimos tempos da Mãe de Deus, entregando aquilo de mais precioso que tendes nas mãos Dela, que é o vosso coração. Vivendo numa completa dependência Dela, procurando sempre mais fazer tudo com Ela, por Ela e Nela, no espírito de MARIA, ou seja, com os Seus sentimentos, com as Suas intenções e as Suas santíssimas finalidades, ou seja, dar glória a Deus e torná-Lo conhecido e amado por todos os homens levando-os assim à salvação do Senhor.

Desta forma, vós vivereis aquela verdadeira devoção que Eu tanto vos ensinei, que Eu tanto recomendei e que Eu deixei como o Meu mais precioso dom e testamento aos Meus filhos e ao mundo inteiro contido no TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM.

Eu, LUÍS DE MONTFORT quero ajudar-vos a serdes os verdadeiros apóstolos dos últimos tempos, os verdadeiros apóstolos da Mãe de Deus vivendo sempre mais como rosas místicas: rosas brancas de oração, rosas vermelhas de sacrifício, rosas amarelo-dourada de penitência, para que assim, toda a vossa vida se transforme num imenso Rosário, num imenso Roseiral em honra da Mãe de Deus onde Ela pode se congratular, se comprazer convosco e em vós ver-Se imitada, ver-Se seguida, ver-Se obedecida e perfeitamente correspondida.

Estas APARIÇÕES DE JACAREÍ são o maior dom que Deus deu ao mundo nestes últimos tempos! É uma graça que ainda que vós tivésseis mil vidas e mil corações para dar ao Senhor como gratidão, agradecimento a ELE por este bem que Ele vos faz, ainda não seria o suficiente. Pois aqui todo o Céu, toda a corte celeste se abriu para derramar sobre vós, palavras de luz, vozes do céu, palavras de amor e vida eterna. E aqui toda a corte celeste desceu para vos ajudar, para vos amparar, para vos conduzir, para vos formar e guiar sempre mais no caminho da santidade, da salvação e da paz.

Por isso, correspondei com todo o vosso amor, com toda a vossa alma e com todo o vosso coração a este dom que tantas gerações quiseram ter e não tiveram, a tantos homens que quiseram ouvir e não ouviram aquilo que vós ouvis. Por isso, que do vosso coração rebente, brote uma fonte inesgotável, perpétua e generosa: de amor, de fidelidade e de profunda entrega de vós mesmos ao Senhor e à Mãe de Deus.

Eu estou convosco sempre quando rezais, sempre quando sofreis, sempre quando a vossa alma está em grande aflição. Eu estou ao vosso lado para recolher as vossas lágrimas, para enxugá-las, para dar novo ânimo, nova força ao vosso coração para seguir adiante.

Não temais! Eu estou convosco todos os dias, conheço tudo aquilo que Satanás faz contra vós, conheço tudo aquilo que sofreis também por parte dos homens que vos perseguem, que não vos compreendem, que não vos ajudam, que vos julgam e condenam. E Eu, estou sempre ao vosso lado para ajudar-vos a carregar a cruz até a vossa gloriosa ressurreição, até a vossa vitória.

Eu vos cobrirei sempre mais com o Meu manto de luz, para vos defender de todos os ataques de Satanás e do mundo e para vos dar sempre mais a vitória em nome do Senhor!
Viveis agora no tempo da grande tribulação e por isso é impossível que não sofrais nada. É impossível que a vossa fé não seja provada, mas Eu estarei convoco para vos ajudar a vencer todas estas provas e para vos fazer chegar triunfantes na grande vitória que o Senhor prepara para vós quando vereis novos Céus e novas Terras, vereis um novo Reino descendo das alturas sobre vós, vossos olhos contemplaram maravilhas, que os olhos humanos jamais verão, Terras antigas corroídas pelo pecado desaparecerão e novas Terras puras e belas surgirão diante dos vossos olhos. Todas as vossas lágrimas serão enxugadas, todo o vosso sofrimento passará como uma noite que cede lugar ao dia, como folhas levadas pelo vento, assim as vossas tribulações num instante serão varridas da vossa vista e do vosso coração sairá o mais vibrante hino de louvor e de alegria pelo Senhor, para o Senhor e para a Virgem Maria.

Eu, Luís vos abençôo agora neste momento, com todo o Meu amor e especialmente a ti Marcos, o mais esforçado dos Meus irmãos, dos Meus filhos, que tanto propaga a VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM que Eu ensinei, e que tem cultivado com santo zelo em todas as almas este verdadeiro e sagrado Amor!”


DIA 27 DE ABRIL - DIA DE SANTA ZITA,BIOGRAFIA E MENSAGEM DELA ,COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU,NO SANTUÁRIO DE JACAREÍ/BRASIL.




Natural de Montesegradi (Itália), filha de pais pobres mas honestos e piedosos, nasceu Zita em 1212 e, graças à sólida educação que recebeu na casa paterna, bem cedo seguiu o caminho da virtude e da perfeição cristã.

Zita era uma menina, por sua mansidão e modéstia de todos querida.

Educada no santo temor de Deus, pouco falava, tanto mais trabalhando e conservando sua alma em constante recolhimento.

Tendo doze anos, se empregou na casa de um nobre, senhor de nome Pagano di Fatineli, que residia perto da igreja de São Fridigiano, na cidade de Luca.

Bem cedo, antes dos outros levantarem-se, ia à igreja assistir à missa.À hora marcada infalivelmente se achava no seu trabalho.Durante 48 anos serviu Zita àquela família, sempre com a mesma pontualidade e dedicação.

A família a quem Zita servia não costumava tratar bem seus criados. Ela sofreu muito, principalmente nos primeiros tempos. Era maltratada pelos patrões e pelos demais empregados. Porém, aguentou tudo com humildade e fé, rezando muito e praticando muita caridade cristã. Aliás, foi o que a tornou famosa entre os pobres. Se ganhasse alguma coisa dos patrões, um pouco de dinheiro, alimentos extras e roupas, dava aos necessitados. A consequencia disso foi que, em pouco tempo, Zita dirigia a casa e comandava toda a criadagem. Conquistou a simpatia e a confiança dos patrões e, ao mesmo tempo, a inveja de outros criados.

"Quatro são as principais qualidades, que uma empregada deve ter - costumava ela dizer : temor de Deus, obediência, fidelidade e amor ao trabalho".

Zita possuía todos estes predicados no mais alto grau.O que nela mais se admirava, era a paciência e o bom humor, que a acompanhavam em toda a parte, e a submissão a seus patrões, mesmo nas condições mais difíceis.

O tempo que lhe restava de seus afazeres, empregava-o com orações e boa leitura, não deixando nunca de elevar seu espírito a Deus também no meio do trabalho.Zita fugia dos divertimentos profanos; tanto maior era seu amor à oração e à penitência.

O jejum e as esmolas faziam parte de sua vida.

O cilício o tinha em uso constante, e para dar descanso ao corpo, o leito era substituído por umas duras tábuas.

Pessoas que a conheciam de perto, testemunharam terem-na visto freqüentes vezes em estado de êxtase.Fatos admiráveis e extraordinários em grande número provam com quanto agrado Deus olhava para as obras de sua serva Zita.

Em uma determinada noite do ano de 1250, quando voltava atrasada para casa, veio a seu encontro, para fazer-lhe companhia, uma senhora, até então “desconhecida”.

Como na época as cidades em sua zona urbana eram muito pequenas e concentradas em prédios geminados, por medida de segurança eram cercados por muralhas e acessadas por um grande portão principal.

Em conseqüência do avançado da hora, Zita e sua “acompanhante”, encontraram o portão já trancado.

Qual não foi a surpresa da humilde trabalhadora, o portão abriu-se sem ninguém tocá-lo.Assim as duas conseguiram chegar até a casa de Zita.

Nesse momento a humilde doméstica recebeu a graça de uma iluminação divina e reconheceu em sua companheira de caminhada a Virgem Santíssima. Quase que instantaneamente a este discernimento Nossa Senhora desapareceu.




Certa vez, uma de suas companheiras, que invejava sua posição junto aos donos da mansão, a acusou de conseguir donativos para os mendigos com roubo dos bens da casa. Zita passou a ser vigiada pelo patrão, que um dia a surpreendeu saindo com o avental cheio. Mas, quando o dono da casa lhe perguntou o que levava escondido no avental, ela, sem titubear, respondeu: "São flores". Soltando o avental, de fato, uma "chuva" de flores cobriu-lhe os pés.



Certa vez, um mendigo pediu a esta um copo de vinho. Zita, não dispondo de nenhuma gota desta bebida para servir ao pobre, foi com o cântaro à fonte, e cheio deu-o ao mendigo.

Este não pouco se admirou quando, levando-o à boca, provou um vinho delicioso.




As frutas no celeiro, a farinha na dispensa multiplicavam-se nas mãos de Zita todas as vezes que, com licença dos patrões, tirava um tanto para seus pobres.




Certa ocasião, quando todos iam assistir à missa do galo na noite de Natal, fazendo um frio intensíssimo, o patrão de Zita ofereceu-lhe sua pelúcia.

Zita aceitou-a, mas para dá-la a um pobre que tiritava de frio. Disse-lhe, porém, que no fim da missa, devia restituir.

Terminada a missa o pobre não apareceu e Zita teve de voltar para casa sem a pelúcia e que lhe importou forte censura do patrão.

Pelo meio dia à hora do jantar, veio o pobre, e com muitos agradecimentos entregou a pelúcia retirando-se.

O patrão ao ver isto, começou a formar conceito mais elevado de sua empregada.
Jamais alguém a viu encolerizada. Só se em sua presença alguém se atrevia a dizer uma palavra que ofendesse a virtude angélica, Zita não continha sua indignação.



A um jovem que menos respeitosamente se atrevera a aproximar-se de sua pessoa com malícia , aplicou-lhe uma forte bofetada, pondo imediato fim aos seus intentos.


SANTA ZITA E SEU ANJO DA GUARDA




Quanto Zita chegou a completar sessenta anos, quiseram seus amos aliviá-la em seu trabalho, a que a santa empregada se opôs.Deus, porém, mandou-lhe sinais indubitáveis de sua próxima morte.

Zita preparou-se então santamente para a última recepção dos santos sacramentos.

No dia 27 de abril de 1272, sua alma voou para o Céu.Neste dia, apareceu sobre sua morada uma estrela de brilho extraordinário.As crianças do lugar,vendo-a , exclamaram: "De certo morreu a Santa Zita, vamos vê-la".

Seu corpo foi depositado na igreja de São Fridigiano.


CORPO DE SANTA ZITA




No ano de 1580 foi aberto o túmulo e o corpo encontrado intacto.

Muitos milagres foram registrados no lugar de sua sepultura.

Santa Zita foi canonizada pelo Papa Inocêncio XII.


JACAREÍ, 13 DE JUNHO DE 2010, CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP.MENSAGEM DE SANTA ZITA,COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU


“-Marcos, Eu ZITA, te abençôo e abençôo a todos os seus irmãos agora. A paz Meus irmãos.Paz!

Sede os humildes servos do Senhor, vivendo em paz, semeando a paz, propagando a paz a todos os corações que não tem paz.

Sede os humildes servos do Senhor, servindo cada dia mais com o coração humilde, confiante, desapegado de vós mesmos e totalmente dedicado a torná-lo cada dia mais: conhecido, amado, servido e adorado por todos.

Sede os humildes servos do Senhor, renunciando a vossa vontade a cada dia, entregando-vos sempre mais à oração profunda, intensa e abrasada. A fim de que através dos vossos corações, um rio de amor divino e de paz corra sobre a humanidade inteira, enchendo todas as almas, toda a humanidade com a paz do Céu.

Sede os humildes servos do Senhor, procurando cada vez mais conhecer a vontade do Senhor, pelas Mensagens que aqui vos são transmitidas, pela vida de intimidade profunda com Ele e com Maria Santíssima na oração. A fim de que, através de vós brilhe a glória do Senhor, brilhe o esplendor da Sua Bondade, da Sua Vontade santa, da sua Misericórdia. E toda criatura possa conhecer o Senhor, Sua Bondade, Sua Misericórdia, Seu Amor para com todos e de toda língua saia o mais vibrante hino de louvor ao Senhor.

Sede os humildes servos do Senhor, procurando cada dia mais, viver neste mundo como se dele não fosseis, tendo o vosso coração voltados para as coisas celestes, embora não descuidando das vossas obrigações terrestres. Procurando em tudo e em todo o lugar espalhar o amor do Senhor, espalhar a luz da verdade que é a Sua Palavra e das Suas Mensagens daqui e de cada lugar onde a Mãe de Deus e o próprio Senhor estiveram. Para que desta forma, vós possais ser os espelhos brilhantíssimos, que a todos refletem a luz da salvação e da graça.

Sede os humildes servos do Senhor, procurando fazer tanto as grandes como as pequeninas coisas com profundo amor, para que todas elas tenham um valor sobrenatural diante de Deus. E este mérito possa alcançar diante do Senhor, não somente para vós, mas para o mundo inteiro uma chuva de Misericórdia, de salvação e de paz para vencer todo o mal, tanta maldade, tanta injustiça que existe sobre a Terra.

Eu estou convosco, não temais! Estou bem juntinho de vós e cubro-vos com o Meu celeste avental, derramo sobre vós as flores das Minhas bençãos hoje. O inimigo vos perseguem porque não sois do mundo, sois do Senhor, sois de Maria Santíssima. E como tais vós sois para ele um contínuo tormento, vós sois para o mal um contínuo tormento, uma contínua flagelação, flagelo de consciência. Não temais, porque Eu estou convosco e vos acompanho! Conheço todas as vossas dificuldades e problemas e a Minha Mão está sobre vós para vos proteger, ajudar e guardar. Nos sofrimentos quando a cruz for mais pesada estarei sempre ao vosso lado. Não vos posso tirar todas as cruzes, mas prometo erguê-la, ajudar-vos a carregá-las e a superar todas elas com amor, com a fé no Senhor e em Maria Santíssima.

Meu Coração vela por vós, mesmo durante o vosso sono e Eu desejo que cada um de vós imite as virtudes que Eu pratiquei, sobretudo do verdadeiro amor pelo Senhor, para que também em vós se cumpra o desígnio amoroso Dele, que é sempre de salvação, bondade e misericórdia.

Eu, ZITA, vos convido a agarrar o Rosário e a rezá-lo agora mais do que nunca para que se cumpram os planos da Santíssima Virgem, para que se complete pelo menos um terço de alma convertidas, verdadeiramente convertidas e santificadas no exército de amor e de oração Dela. E a confiar plenamente no Senhor que é vosso Pai, que vos ama e está sempre convosco.

Convido-vos a com o Rosário desfazermos os planos de Satanás um por um e a remover os obstáculos que ele coloca no caminho do Senhor e da Senhora, dos planos divinos Deles, um por um. Com o Rosário Nós conseguiremos estas graças e estas vitórias. E Eu prometo descer do Céu com os Anjos para rezar convosco e oferecer convosco a Ele a oração do santo Rosário!

A todos, neste momento, abençôo generosamente.”


FILME SOBRE A VIDA DE SANTA ZITA E SANTA GEMMA GALGANI

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DIA 26 DE ABRIL - DIA DE NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO OU GENAZZANO




Envolta numa luminosa nuvem, a imagem da Mãe do Bom Conselho translada-se da Albânia
para a cidade de Genazzano (Itália), dando início a um ininterrupto desfilar de milagres e graças.


Nas longínquas terras da Albânia, para além do Mar Adriático, encontra-se a pequenina cidade de Scútari. Edificada em uma colina escarpada e tendo a seus pés os rios Drina e Bojana, ela continha em seus domínios, já no século XIII, um precioso tesouro : a bela imagem de "Santa Maria de Scútari". O Santuário que a abrigava se transformara no centro de peregrinação mais concorrido do país, e era para os albaneses um importante ponto de referência em matéria de graças e conforto espiritual.

SCÚTARI/SANTUÁRIO NA ALBÂNIA



Trata-se de uma pintura sobre fina camada de reboco, medindo 31 cm de largura por 42,5 cm de altura. Esse sagrado afresco está envolto numa penumbra de mistério e milagre: ignora-se quando e por quem foi pintado.

Intimidade e união de alma

Detenhamo-nos um pouco na contemplação desta maravilhosa pintura.

Ela representa a Santíssima Virgem com inefável afeto materno, amparando em seus braços o Menino Jesus, ambos encimados por um singelo arco-íris. As cores são suaves, e finos os traços dos admiráveis semblantes.

O Menino Jesus transmite a candura de uma criança e a sabedoria de quem analisa toda a obra da criação e é o Senhor do passado, do presente e do futuro. Com indizível carinho, o Divino Infante pressiona levemente sua face contra a de sua Mãe. Há entre eles uma atraente intimidade, e a união de almas bem se vê refletida na troca de olhares. Nossa Senhora, em altíssimo ato de adoração, parece estar procurando adivinhar o que se passa no interior do Filho. Ao mesmo tempo, Ela considera o fiel aflito ajoelhado a seus pés, e de algum modo o faz partícipe do celestial convívio que contemplamos neste quadro. Não será preciso dizer, basta o devoto necessitado acercar-se d'Ela para sentir operar-se em sua alma uma ação balsâmica.

Scanderbeg, varão Providencial





Em meados do século XIV, a Albânia passava por grandes aflições. Após ser disputada durante séculos pelos povos vizinhos, ela estava então sendo invadida pelo poderoso império turco.

Não dispondo de estrutura militar capaz de resistir ao poderoso adversário, o povo aflito rezava, confiando no auxílio dos céus. O efeito dessas orações não se fez esperar: nessa emergência, surgiu um varão de Deus, de nobre linhagem e devotíssimo de Nossa Senhora, decidido a lutar pela Padroeira e pela liberdade de seu país. Seu nome é Jorge Castriota, chamado em albanês de Scanderbeg.

À custa de imensos esforços bélicos, conseguiu ele manter a unidade e a Fé de seu povo. As crônicas da época exaltam as façanhas realizadas por ele e pelos valorosos albaneses que, estimulados por seu ardor, lutavam a seu lado.

Nos intervalos dos combates, eles ajoelhavam-se suplicantes aos pés de "Santa Maria de Scútari", de onde saíam fortalecidos e obtinham portentosas e decisivas vitórias contra o inimigo da Fé. Aí já reluzia uma característica d'Aquela que futuramente seria conhecida em todo o mundo como a Mãe do Bom Conselho: fortalecer todos quantos, combatendo o bom combate, d'Ela se aproximam buscando alento e coragem.

Entretanto... após 23 anos de lutas, Scanderbeg é levado desta vida. A falta daquele piedoso líder era irreparável.

Todos pressentiam estar próxima a derrota. O povo encontrava-se na trágica alternativa de abandonar a pátria ou sujeitar-se à escravidão aos turcos.

Envolta em luminosa nuvem





Nessa perplexitante situação, a Virgem do afresco aparece em sonhos a dois dos valentes soldados de Scanderbeg, chamados Georgis e De Sclavis, ordenando-lhes que A seguissem em uma longa viagem. Ela lhes inspirava uma grande confiança, e estar ajoelhados a seus pés era para eles motivo de grande consolação.

Certa manhã, lá estando ambos em fervorosa oração, vêem o maior milagre de suas vidas.

O maravilhoso afresco se desprende da parede e, conduzido por anjos, envolto em alva e luminosa nuvem, suavemente vai se retirando do recinto. Bem podemos imaginar a reação dos bons homens! Atônitos, acompanham Nossa Senhora que avança pelos céus de Scútari. Quando se dão conta, estão às margens do Mar Adriático. Haviam percorrido trinta quilômetros sem sentir cansaço! Sempre envolta na alva nuvem, a milagrosa imagem avança mar adentro.

Perplexos, Georgis e De Sclavis não querem deixá-la por nada. Verificam, então, estupefatos e eufóricos, que sob seus pés as águas se transformam em sólidos diamantes, voltando ao estado líquido após sua passagem. Que milagre! Tal como São Pedro sobre o lago de Genezaré, estes dois homens caminham sobre o Mar Adriático, guiados pela própria "Estrela do Mar".

Sem saber dizer durante quanto tempo andaram, nem quantos quilômetros deixaram para trás, os bons devotos vêem novas praias. Estavam na Península Itálica! E por sinal... onde está a Santa Maria de Scútari? Olham para um lado... olham para outro. Escutam falar outro idioma, sentem um ambiente tão diferente da sua Albânia...

Mas já não vêem a Senhora da luminosa nuvem. Desaparecera... Que provação! Começam então, uma busca infatigável. Onde estará Ela?


Petruccia, uma mulher de Fé





Nessa mesma época, na pequena cidade de Genazzano, não longe de Roma, vivia uma piedosa viúva chamada Petruccia de Nocera, já octogenária.

Senhora de muita retidão e sólida vida interior, digna terciária da ordem agostiniana, sua herança lhe bastava apenas para viver modicamente.

Era Petruccia muito devota da Mãe do Bom Conselho, venerada numa velha igreja de Genazzano. Esta piedosa senhora recebeu do Espírito Santo a seguinte revelação: "Maria Santíssima, em sua imagem de Scútari, deseja sair da Albânia". Muito surpresa com essa comunicação sobrenatural, Petruccia assombrou-se mais ainda ao receber da própria Santíssima Virgem expressa ordem de edificar o templo que deveria acolher o seu afresco, bem como a promessa de ser socorrida em tempo oportuno.

Começou, então, Petruccia, a reconstrução da pequena igreja. Empregou todos os seus recursos... os quais acabaram quando as paredes tinham apenas um metro de altura. E ela tornou-se alvo das zombarias e sarcasmos dos céticos habitantes da pequena cidade, que chamavam -na de louca, visionária, imprudente e antiquada. Passou confiante por esta provação, tal como Noé, de quem todos mofavam enquanto ele construía a arca.

O MILAGRE

No dia 25 de abril de 1467, Festa de São Marcos que era padroeiro da cidade de Genazzano, Petruccia dirigi-se para a “igreja” para rezar. Era dia de feira. Quatro horas da tarde. O povo de Genazzano estava em meio ao barulho e bulício quando de repente ouvem uma celestial melodia e param para verem de onde vem.Vinha de uma nuvenzinha branca que descia do Céu. Todos, atônitos, pararam e seguiram a nuvem para verificarem o que ocorria.

Estupefatos, observaram desfazer-se a nuvem e aparecer o belíssimo quadro da Senhora do Bom Conselho, descendo trazida por anjos para à única parede inacabada que Petruccia conseguira construir e ali manter-se flutuando em meio a melodias angelicais, badalar de sinos e espanto dos moradores.

Descia do céu a Senhora de Scutari, a SENHORA DO BOM CONSELHO para a igreja de Petruccia.Quanta alegria e consolo para Petruccia que vê finalmente realizada a promessa da Mãe de Deus.

Dias depois, os valentes Georgis e De Sclavis que percorriam a Itália em busca de Sua Senhora, tomaram conhecimento do Milagre que havia ocorrido na cidade de Genazzano. Imaginaram então, que este podia ser o Afresco da Senhora.

Foram então, sem titubear para Genazzano onde, radiantes de alegria, puderam confirmar que o quadro que se mantia flutuando diante da parede daquela igreja inacabada era o mesmo que eles vieram acompanhando pelo Mar Adriático e que agora finalmente encontraram. Estes então passaram sua vida servindo e amando a Senhora do Bom Conselho, na cidade de Genazzano.

Estava confirmado o superior desígnio da construção iniciada. Teve início, assim, em Genazzano um longo e ininterrupto desfilar de milagres e graças que Nossa Senhora ali dispensa. O Papa Paulo II, tão logo soube do que havia sucedido, enviou dois prelados de confiança para averiguar o que se passara.

Estes constataram a veracidade do que se dizia e testemunharam, diariamente, inúmeras curas, conversões e prodígios realizados pela Mãe do Bom Conselho. Nos primeiros 110 dias após a chegada de Nossa Senhora, registraram-se 161 milagres.

O povo então diante disto resolveu ajudar, e hoje, o Belíssimo Santuário encontra-se construído e mantém-se até os dias de hoje sua Imagem FLUTUANDO na parede construída por Petruccia, assim como se estivesse sendo segurada por mãos de Anjos.

Petruccia morreu poucos anos depois do Milagre tendo então cumprido com fidelidade a ordem que a Virgem lhe dera. Deixou a este mundo um grande exemplo de Santidade e Confiança em Deus mesmo diante de todas as dificuldades e perseguições.

Ainda hoje os católicos albaneses tem esperança e rezam para que a Virgem do Bom Conselho, a Senhora de Scutari, volte para seu País e salve nele o catolicismo.

Madre Tereza de Calcutá albanesa, quando esteve em Genazano no dia 10 de junho de 1993, deixou escrito no livro de visitantes:”-Maria, Mãe de Jesus, volta a tua casa na Albânia! Nós te amamos, nós temos necessidade de Ti. Tu és nossa Mãe, volta a tua casa na Albânia!Nós te pedimos!

Deus abençoe a Todos.”

Beato Steffano Bellesini





Falando sobre a Senhora do Bom Conselho, podemos destacar também o Milagre chamado Beato Steffano Bellesini que dedicou grande parte de sua vida em propagar ao mundo a devoção da Senhora do Bom Conselho tornando-a conhecida e amada por todos. Em 1831, foi nomeado pároco do Santuário de Santa Maria do Bom Conselho.

Em Genazzano, celebrava sempre a Missa no altar de Mater Boni Consilii e estimulava em todos os fiéis a devoção a Ela. Aos que viajavam ou viviam longe, distribuía estampas, dava azeite da lamparina do altar, enfim, tudo quanto recordasse a Santa Imagem.

Conduzia e consagrava à Virgem todas as crianças que batizava. E queria que todos os paroquianos fossem consagrados à Madonna do Bom Conselho.

Era devotíssimo da Rainha dos Corações e recitava diariamente, entre outras práticas de piedade, o Rosário com a Ladainha de Nossa Senhora. Retido no leito pela enfermidade que o levaria à morte, tentou o prior do convento poupar-lhe a fadiga das orações, mas ele respondeu:

-" Como quereis que compareça ante o Tribunal de Deus sem ter antes recitado a Coroinha de Nossa Senhora e o Rosário com sua Ladainha?"

Obedientíssimo em vida- e até depois da morte, pediu permissão a seu superior para comparecer ao Juízo de Deus no dia da Purificação de Maria, também festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Não quis o prior do convento consentir que ele falecesse durante as cerimônias litúrgicas deste dia, porque, devido à benção das velas e à grande afluência de público, sua morte ocasionaria inevitávelmente transtornos nas solenidades. Submeteu-se de bom grado o Bem-aventurado Stefano, dizendo:

- "Terminada a função de Nossa Senhora, começará a minha".

Ao fim das vésperas, os fiéis entoaram na igreja o último verso do derradeiro cântico- "Maria do Bom Conselho, abençoai-nos assim como vosso Filho"- com o que as cerimônias estavam concluídas. E, efetivamente, às quatro da tarde do dia da Purificação de Nossa Senhora, Stefano, em sua cela, entregava sua bela alma a Deus. Era o dia 2 de fevereiro de 1840.

SANTUÁRIO DE GENAZZANO




NOSSA SENHORA DE GENAZZANO

DIA 25 DE ABRIL - DIA DE SÃO MARCOS EVANGELISTA



Marcos, ainda que de nome romano, era judeu de nascimento e conhecido também pelo nome de João. É muito provável que tenha conhecido o Senhor, ainda que não tenha sido um dos doze Apóstolos. Muitos autores eclesiásticos vêem no episódio do rapaz que largou o lençol, a única roupa com que estava coberto, e fugiu na hora da prisão de Jesus no Getsêmani (Mc 14, 51-52), uma espécie de assinatura velada do próprio Marcos no seu Evangelho, pois somente ele o relata. Este dado é corroborado pelo fato de que Marcos era filho de Maria, segundo parece uma viúva de posição econômica desafogada, em cuja casa se reuniam os primeiros cristãos de Jerusalém. Uma antiga tradição afirma que foi nessa casa que Jesus celebrou a Última Ceia e instituiu a Sagrada Eucaristia.

Era primo de São Barnabé. Acompanhou São Paulo na primeira viagem apostólica e esteve ao seu lado na hora da morte. Em Roma, foi também discípulo de São Pedro e, inspirado pelo Espírito Santo, expôs fielmente no seu Evangelho os ensinamentos do Príncipe dos Apóstolos.

Desde muito novo, São Marcos foi um daqueles primeiros cristãos de Jerusalém que viveram ao lado da Virgem e dos Apóstolos. Conheceu-os intimamente: sua mãe foi uma das primeiras mulheres que auxiliaram Jesus e os Doze, sustentando-os com os seus bens. Era, além disso, primo de Barnabé, uma das grandes figuras daquela primeira hora, que o iniciou na tarefa de propagar o Evangelho. Acompanhou Paulo e Barnabé na primeira viagem apostólica, ainda que, ao chegarem a Chipre, talvez por não se sentir com forças para seguir adiante, os tivesse abandonado e regressado a Jerusalém. Esta falta de constância aborreceu São Paulo, a tal ponto que, ao planejarem a segunda viagem, e tendo Barnabé querido levar novamente Marcos, encontrou a oposição de Paulo. A dificuldade foi de tal ordem que, por causa de Marcos, a expedição se dividiu. Paulo e Barnabé separaram-se e empreenderam viagens diferentes.

Dez anos mais tarde, vemo-lo em Roma, desta vez ajudando São Pedro, que o chama meu filho e dá assim a entender que era antiga e íntima a relação que os unia. Marcos encontra-se ao lado do Príncipe dos Apóstolos na qualidade de seu intérprete, circunstância excepcional que se refletirá no seu Evangelho escrito anos mais tarde. Ainda que não refira alguns dos grandes discursos do Mestre, deixou-nos, como que em compensação, descrições muito vivas dos episódios da vida de Jesus com os seus discípulos.

Pelos seus relatos, podemos aproximar-nos das pequenas cidades ribeirinhas do lago de Genesaré, sentir o bulício das multidões que seguem Jesus, quase conversar com alguns dos circunstantes, contemplar os gestos admiráveis do Senhor, a espontaneidade do seu relacionamento com os Doze…; numa palavra, assistir à história evangélica como se fôssemos um dos protagonistas dos diversos episódios.

Com esses relatos tão vivos, o Evangelista consegue deixar na nossa alma o atrativo – avassalador e sereno ao mesmo tempo – da figura de Jesus Cristo, um pouco daquilo que os próprios Apóstolos sentiam ao conviverem com o Mestre. E a razão está em que Marcos nos transmite o que São Pedro explicava emocionadamente aos seus ouvintes, com uma emoção que não passa com os anos, antes se torna cada vez mais profunda e consciente, mais aguda e entranhada. Pode-se afirmar que a mensagem de Marcos é o espelho vivo da pregação de São Pedro.

Diz-nos São Jerônimo que “Marcos, discípulo e intérprete de Pedro, passou a escrito o seu Evangelho a pedido dos irmãos que viviam em Roma, conforme o que tinha ouvido pregar ao Apóstolo. E o próprio Pedro, tendo-o escutado, aprovou-o com a sua autoridade para que fosse lido na Igreja”.

Foi sem dúvida a principal missão da vida de Marcos: transmitir fielmente os ensinamentos de São Pedro. Quanto bem não fez ao longo dos séculos! Como devemos agradecer hoje o amor com que levou a cabo o seu trabalho e a correspondência fiel com que se deixou conduzir pelo Espírito Santo!

Marcos permaneceu vários anos em Roma. Além de estar a serviço de São Pedro, vemo-lo como colaborador de São Paulo no seu ministério. Aquele que o Apóstolo, magoado por ter sido abandonado em Chipre por ocasião da primeira viagem apostólica, impedira de acompanhá-lo na segunda, serve-lhe agora de profundo consolo, sendo-lhe muito fiel. O incidente de Chipre, que teve tanta ressonância naqueles primeiros momentos, está já completamente esquecido. Mais ainda: Paulo e Marcos são amigos e colaboradores naquilo que é verdadeiramente importante: a difusão do reino de Cristo.

Por volta do ano 66, o Apóstolo pede a Timóteo que venha ter com ele trazendo Marcos, pois este lhe será muito útil para o Evangelho. Que exemplo para que nunca formemos juízos definitivos sobre as pessoas! Que ensinamento para sabermos, se for preciso, reconstruir uma amizade que parecia rompida para sempre!

Hoje a figura de São Marcos, pode ser um grande consolo e um bom motivo de esperança para muitos de nós contemplarmos a vida deste santo Evangelista, pois, apesar das nossas fraquezas, podemos, como ele, confiar na graça divina.As derrotas, as covardias, pequenas ou grandes, devem servir-nos para sermos mais humildes, para nos unirmos mais a Cristo e obtermos dele a fortaleza que não temos.

As nossas imperfeições não nos devem afastar nunca de Deus e da nossa missão apostólica, mesmo que num ou noutro momento vejamos que não correspondemos totalmente às graças do Senhor, ou que fraquejamos, talvez quando os outros esperavam de nós maior firmeza… Nessa e em outras circunstâncias, se vierem a acontecer, não deveremos nunca surpreender-nos, “pois não tem nada de estranho que a enfermidade seja enferma, a debilidade débil e a miséria mesquinha. No entanto – aconselha São Francisco de Sales –, detesta com todas as tuas forças a ofensa que fizeste a Deus e, com valor e confiança na sua misericórdia, prossegue no caminho da virtude que tinhas abandonado”.

Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura,é o mandato apostólico transmitido por São Marcos. E nas últimas linhas do seu relato, o Evangelista, movido pelo Espírito Santo, dá testemunho de que esse mandato de Cristo já se estava cumprindo no momento em que escrevia o seu Evangelho: os Apóstolos, partindo dali, pregaram por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles e confirmava-lhes a pregação com os milagres que a acompanhavam.São as palavras finais do Evangelho de Marcos.

São Pedro enviou São Marcos para evangelizar Aquiléia, cidade então célebre e de considerável tamanho. Ele aí formou uma cristandade notável pela ciência religiosa e firmeza da fé. Altamente satisfeito com o resultado, o Príncipe dos Apóstolos enviou seu discípulo depois para evangelizar o Egito.

São Marcos desembarcou em Cirene, na Pentápolis, percorreu a Líbia e a Tebaida, sempre com abundantes conversões, e finalmente fixou residência em Alexandria, no Egito, onde fundou uma igreja dedicada a São Pedro, que ainda vivia. São Jerônimo e Eusébio confirmam essa tradição. Por isso, como afirma o Papa São Gelásio, a igreja de Alexandria é patriarcal e a primeira em dignidade depois da de Roma.Aí, segundo a tradição, São Marcos recebeu o martírio.De Alexandria, no ano de 825, as suas relíquias foram trasladadas para Veneza, onde é venerado como Padroeiro.


Venezia Festa di SAN MARCO 25 Aprile 2012




Virtual Tour of Basilica di San Marco Roma

DIA 23 DE ABRIL - DIA DE SÃO JORGE



De acordo com a tradição, São Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do centro da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina,Lida,possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia.

Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, exercendo a função de Tribuno Militar. Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador.Jorge, ao ver que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.

O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os romanos deviam se converter ao cristianismo.Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo.

Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber:

- "O que é a Verdade?".

Jorge respondeu-lhe:

- "A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade."

Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos tomando as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo.

Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).

Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lídia (antiga Dióspolis), onde foi sepultado, e onde o imperador cristão Constantino (que depois de vários imperadores anti-cristãos converteu-se e levou seu império à religião cristã) mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis. Seu culto espalhou-se imediatamente por todo o Oriente.

No século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, foram erguidas quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, na Grécia, no Império Bizantino (a região oriental do Império Romano, que tinha capital em Bizâncio, depois, Constantinopla) São Jorge era inscrito entre os maiores Santos da Igreja Católica.

No Ocidente, na Idade Média, as Cruzadas colocaram São Jorge à frente de suas milícias, como Patrono da Cavalaria.

Na Itália, era padroeiro da cidade de Gênova.

Na Alemanha, Frederico III dedicou a ele uma Ordem Militar.

Na França, São Gregório de Tours era conhecido por sua devoção a São Jorge; o rei Clóvis dedicou-lhe um mosteiro, e sua esposa, Santa Clotide, erigiu várias igrejas e conventos em sua honra.

A Inglaterra foi o país ocidental onde a devoção ao santo teve papel mais relevante. O monarca Eduardo III colocou sob a proteção de São Jorge a Ordem da Cavalaria da jarrateira, fundada por ele em 1330. Por considera-lo o protótipo dos cavaleiros medievais, o inglês Ricardo Coração de Leão, comandante de uma das primeiras Cruzadas, constituiu São Jorge padroeiro daquelas expedições que tentavam conquistar a Terra Santa aos muçulmanos. No século 13, a Inglaterra celebrava sua festa como dia santo e de guarda e, em 1348, criou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Os ingleses acabaram por adotar São Jorge como padroeiro do país, imitando os gregos que também trazem a cruz de São Jorge na sua bandeira.

Ainda durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) muitas medalhas de São Jorge foram cunhadas e oferecidas aos enfermeiros militares e às irmãs de caridade que se sacrificaram ao tomar conta dos feridos da guerra.

As artes, também, divulgaram amplamente a imagem do santo. Em Paris, no Museu do Louvre, há um quadro famoso de Rafael (1483-1520), intitulado "São Jorge vencedor do Dragão". Na Itália, existem diversos quadros célebres, como o de autoria de Donatello (1386-1466).

São Jorge e a morte do dragão

A imagem atual do santo, sentado em um cavalo com uma lança que atravessa um dragão, está relacionada às diversas histórias criadas a seu respeito, contadas de várias maneiras em suas muitas paixões. A versão mais corrente dá conta que um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e atirava fogo contra os muros de uma longínqua cidade do Oriente, trazendo morte com seu mortífero hálito.

Para não destruir toda a cidade, o dragão exigia regularmente que lhe entregassem jovens mulheres para serem devoradas. Um dia coube à filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia, montado em um cavalo branco, São Jorge.

Destemidamente, enfrentou as perigosas labaredas de fogo que saíam da boca do dragão e as venenosas nuvens de fumaça de enxofre que eram expelidas pelas narinas do monstro. Após um duro combate, finalmente São Jorge venceu o terrível dragão, com sua espada de ouro e sua lança de aço.

O misterioso cavaleiro assegurou ao povo que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

Para alguns, o dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu, representaria a província da qual ele extirpou as heresias.

A relação entre o santo e a lua viria de uma lenda antiga que acabou virando crença para muitos. Diz a tradição que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.

DIA 22 DE ABRIL - DIA DE SÃO CAIO,BIOGRAFIA E MENSAGEM DELE COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU ,NO SANTUÁRIO DE JACAREÍ/BRASIL.




No livro dos papas da Igreja, encontramos registrado que o papa Caio nasceu na Dalmácia, atual território da Bósnia, de família cristã da nobreza romana, ligada por parentesco ao imperador Diocleciano, irmão do padre Gabino e tio de Suzana, ambos canonizados.

Caio foi eleito no dia 17 de dezembro de 283. Governou a Igreja durante treze anos, num período de longa trégua nas perseguições anticristãs, que já vinham sendo bem atenuadas. Também ocorria uma maior abertura na obtenção de concessões para as construções de novas igrejas, bem como para as ampliações dos cemitérios cristãos. Ele contou com a ajuda de seu irmão, padre Gabino, e da sobrinha Suzana, que se havia consagrado a Cristo.

Antes de ser escolhido papa, os dois irmãos sacerdotes tinham transformado em igreja a casa em que residiam. Lá, ouviam os aflitos, pecadores; auxiliavam os pobres e doentes; celebravam as missas, distribuíam a eucaristia e ministravam os sacramentos do batismo e do matrimônio. Isso porque a Igreja não tinha direito à propriedade, pois não era reconhecida pelo Império.

O grande contratempo enfrentado pelo papa Caio deu-se no âmbito interno do próprio clero, devido à crescente multiplicação de heresias, criando uma grande confusão aos devotos cristãos. A última, pela ordem cronológica, na época, foi a de "Mitra". Esta heresia era do tipo maniqueísta, de origem asiática, pela qual Deus assumia em si a contraposição celeste da luz e da treva. Tal heresia e outras ele baniu por completo, criando harmonia entre os cristãos.

Conforme antigos escritos da Igreja, apesar do parentesco com o imperador o papa se recusou a ajudar Diocleciano, que pretendia receber a sobrinha dele como sua futura nora Segundo se verificou nos antigos escritos, esse teria sido o motivo da ira do soberano ao assinar o severo decreto que mandou matar todos os cristãos, começando pelos três parentes.

Papa Caio morreu decapitado em 22 de abril de 296. A Igreja confirmou a sua santificação e o seu martírio, até pelo fato de Diocleciano ter encerrado por completo as perseguições somente no ano 303.

As suas relíquias foram depositadas primeiro no cemitério de São Calisto. Depois, em 631, foram trasladadas para a igreja que foi erguida no local da casa onde ele viveu, em Roma. A Igreja o reverencia com o culto litúrgico marcado para o dia de sua morte.

02/01/2011-MENSAGEM DE SÃO CAIO,NO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/BRASIL, AO VIDENTE MARCOS TADEU.




MARCOS: "Para sempre sejam louvados! (Pausa) Quem é o Senhor belíssimo Príncipe do Céu?

"Amados irmãos Meus! Eu, CAIO, servo do Senhor, servo de Maria Santíssima, servo de São José, servo da verdade e da graça, vos abençôo hoje e dou a paz!

Segui as pegadas de Cristo, pelo caminho do amor, pelo caminho da santidade, da verdade, do bem e da graça, fazendo sempre mais da vossa vida uma cópia perfeita da vida de Cristo. Para que vós, assim, possais ser sinal Dele e como que uma continuação Dele na Terra, irradiando a todos a luz do Seu divino Amor, a luz da graça que vence o pecado, a luz da vida que vence a morte e as trevas infernais.

Segui as pegadas de Cristo, fazendo sempre mais de vossa vida um continuo renunciar-se a si mesmo, para que não sigais os apetites desordenados das vossas paixões, das vossas inclinações humanas e naturais e a busca pela satisfação imediata dos prazeres sensíveis. Mas para que vós, verdadeiramente, mortificados, mortos para si mesmos, para o mundo e para as coisas passageiras desta Terra, possais viver sempre mais em busca da graça divina, da santidade, do amor de Deus, do cumprimento da Sua Vontade Santa. E sempre mais em busca de conhecê-Lo, amá-Lo para que possais unir-vos com Ele pelos laços eternos e indissolúveis do verdadeiro amor.

Segui as pegadas de Cristo, carregando a vossa cruz a cada dia da vossa vida, fazendo sempre mais do vosso dever um ofertório a Deus, oferecendo a Ele todos os sofrimentos por vós suportados com paciência, em ato de expiação pelos pecados que Ele é ofendido e também para suplicar a conversão dos pecadores e dos maus. Para que assim, seguindo as pegadas de Jesus Crucificado, vós também como Ele, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo,possais ajudar a tirar o pecado do mundo a purificar a Terra de tantos males e a fazer brilhar para este mundo a luz da graça, da paz e da salvação.

Segui as pegadas de Cristo, imitando a SANTÍSSIMA VIRGEM e SÃO JOSÉ, que foram os que seguiram as pegadas de Cristo com a maior perfeição possível ao uma pura criatura. Para que vós, seguindo com passo decidido e firme pelo caminho, pelo rastro que Eles vos deixaram possais a cada dia mais progredir no exercício de todas as virtudes, no crescimento do verdadeiro amor sempre mais idôneos e idênticos à missão que Deus vos chamou, para qual Deus vos chamou e cada vez mais semelhantes a CRISTO.

Segui as Nossas pegadas, as Nossas, dos Santos, que Nós vos deixamos como sinais luminosos para que vós possais seguir e não vos perderdes, nem errardes o caminho. Se seguirdes Nossas pegadas, chegareis seguramente à casa do PAI, onde Ele vos espera com o Seu Amor Divino e Eterno para vos tornardes felizes ao lado Dele e Nele para sempre.

Segui as Minhas pegadas, pois Eu dei a Minha vida por CRISTO. Eu Me ofereci a Ele, para glorificá-Lo com a Minha existência inteiramente oferecida em Seu louvor e em Sua honra. Segui Minhas pegadas e Eu vos conduzirei seguramente pelo caminho da santidade e vos farei chegar naquela Glória indescrítivel e naquela Luz incompreensível à toda a inteligência humana, onde eu vivo e reino com CRISTO por toda a eternidade.

A todos neste instante, com amor abençôo.”