domingo, 18 de março de 2012

DIA 19 DE MARÇO - DIA DE SÃO JOSÉ ,PARTE 2 - QUEM É SÃO JOSÉ..




Quem é São José


Pela grande e importante missão que Deus confiou a São José,podemos aferir sua extraordinária virtude e santidade. Conforme ensina são Tomás de Aquino, Deus confere as graças e privilégios à medida da dignidade e da elevação do estado a que destina o indivíduo.Pode-se imaginar dignidade maior que a de São José que,pelos desígnios de Deus,devia ser esposo de Maria Santíssima e pai nutrício de seu divino Filho.

O Evangelho o define em três palavras: “José era justo”.Ora,os santos doutores da Igreja afirmam que este qualificativo designa que São José possuía todas as virtudes num grau elevado. A Igreja chamou-o também de “santíssimo”,qualificativo que não dá a nenhum outro santo.Donde podemos inferir que consumada perfeição ele atingiu!

Oh! Que santo maravilhoso é o plecaro São José, diz São Francisco de Salles. Dir-se-ia que ele foi tão perfeito ou que possuiu as virtudes no mesmo excelso grau em que as possuía a Ssma. Virgem Maria.

Ele era da família de Davi. Entre seus antepassados havia patriarcas, reis e príncipes. À sua família fora prometido o trono com eterna benção.Sua glória e grandeza decorrem de pertencer à família que devia dar ao mundo o Salvador.Da haste de Jessé, e da estirpe de Davi,devia nascer o Messias prometido.

Que honra e que dignidade!

Nele verificou-se o sonho de José do Egito. O Sol da justiça,a lua mística o veneram.As estrelas da pátria celeste se curvam diante dele. A igreja lhe atribui um culto especial. Seu nome enche de alegria o céu e faz tremer o inferno.Honram-no os anjos e cumprem suas ordens.

Na ultima aparição havida em Fátima a 13 de outubro de 1917,os videntes contemplam um espetáculo muito belo. Quando nossa Senhora desapareceu,surgiu como um quadro a Sagrada Familia. À direita estava Nossa Senhora,vestida de branco com um manto cerúleo e o rosto mais resplandecente que o sol;à esquerda, São José com o Menino Jesus, no ato de abençoar o mundo. Eis o lugar de São José no céu, entre Jesus e Maria.

Sua ardente caridade

Jesus,ao conferir a Pedro o governo da Igreja, pergunta-lhe se ele o ama mais que os outros.Com efeito, o amor é a fonte, a regra e a lei de toda a verdadeira vida.Não são as obras que contam diante de Deus,mas é unicamente o amor que vale. Amar e amar perdidamente a Deus é a única coisa que nos cabe fazer nesta vida.

Podemos,pois,imaginar qual teria sido o imenso amor de São José para com Deus.Vivia abismado na contemplação do Senhor.Foi tão intenso e ardente seu amor para com Deus,que depois de Maria,ninguém amou mais a Deus do que ele.

Em Nazaré o menino Deus agia sobre a alma de seu pai adotivo por todos os meios: pelo olhar,pelo sorriso filial,pelas palavras,pelas carícias.Que incêndio de amor,diz Santo Afonso,irrompia no coração de José quando trazia em seus braços o adorável Menino e o apertava ao coração,ou quando o via crescer diante de seus olhos!

Os dois discípulos de Emaús sentiram-se abrasados de amor divino,nos poucos momentos que acompanharam o Senhor:

- Não é verdade,diziam entre si, que nosso coração ardia dentro de nós,enquanto ele nos falava ?

Que devemos pensar da intensa caridade que se desenvolveu no coração de São José,durante os trinta anos que passou na companhia do Filho de Deus,ouvindo as palavras que saíam de sua boca,e observando seus divinos exemplos ?

Que expansões de puríssima ternura brotavam de sua alma santa! Que ardentíssima caridade abrasava seu coração!

Oh Jesus,daí-me a ardente caridade de São José,e nada mais restaria desejar sobre a terra.(S.Cura de Ars.)

O poder de São José

No ofício da festa do Patrocínio a Igreja nos recorda o nosso santo,figurado pelo personagem bíblico de José do Egito.Parece-nos ouvir Deus dizendo ao seus filhos,aquilo que o Faraó dizia aos egípcios :

- “Ide a José.Nele depositei minha autoridade;ele é o meu despenseiro;pode valer-te tanto quanto eu.-“Constituiu-o dono de sua casa e príncipe de todas suas possessões.”

Tal o conceito que deseja que façamos sobre o extraordinário poder do nosso patriarca,consequente dos elevados cargos que exerceu.

Os maiores tesouros que Deus possuía na terra,Jesus,seu Filho dileto,e Maria sua Mãe,foram confiados a José.Contitui-o chefe de sua família,Senhor de seus bens.E deu-lhe os direitos inerentes a esse encargo.

Ficariam esquecidos esses gloriosos títulos no céu?

Evidente que não.Eis porque se atribui a São José um poder de intercessão sem limites.Seus rogos junto de Jesus e Maria são preceitos.Um desejo,um suspiro de São José é mais prontamente atendido que as orações de todos os Santos.

Ele pode socorrer-nos dizem Santa Teresa e São Bernardo,em todas as nossas necessidades.Concede-nos sempre mais do que pedimos.

Ó São José,como é grande a vossa glória no céu.Ultrapassais todos os santos em graça e felicidade!!!

Uma devoção excelente

Ao lado da devoção de Jesus e Maria devemos ter a de São José,pois eles estiveram sempre juntos.

Esta é uma devoção sólida,pois a santa igreja sempre a recomendou aos seus filhos;os Papas a inculcam incansavelmente aos fiéis;os Santos doutores da Igreja propagam e aconselham a sua prática.Os que tem a ventura de abraçá-la,logo sentem seus maravilhosos efeitos.Caminham de virtude em virtude,de graça em graça,até atingir um elevado grau de perfeição.Mil e mil vozes proclamamos benefícios imcomparáveis desta devoção.Não sabeis que sou todo de São José,dizia São Francisco de Salles,na hora da morte.

São José,sendo um pai de bondade e misericórdia,não se deixa vencer em amor e bondade.Vendo que alguém se lhe entrega plenamente,para honrá-lo e servi-lo protege-o duma maneira inefável.

Cumula seus devotos de suas graças,reveste-os,de seus merecimentos,esclarece-os com suas luzes,prodigaliza-lhes o apoio de seu patrocínio.

Esta devoção,tal como a de Maria Ssma.é um caminho fácil para chegarmos até Deus,pois o percorremos com tranquilidade e doçura.

É um caminho curto e perfeito,pois quem é guiado por São José não se desvia,avança sem cair,sem recuar,a passos de gigante em direção a Deus.É o caminho seguro trilhado por Jesus e pelos santos,e quem o seguir não poder ser enganado.

Como pai de bondade ele ama seus filhos com ternura incomparável,os conduz com firmeza protege-os em todas as adversidades;e intercede por eles em qualquer dificuldade,obtendo-lhes as bênçãos do Pai Celestial.

Nosso Pai e Senhor,São José,é Mestre da vida interior.Coloca-te sob o seu patrocínio e sentiras a eficácia do seu poder.(Monsenhor Escrivá)

São José é rico em graças à todos aqueles que lhes confia suas preces.

DIA 19 DE MARÇO - DIA DE SÃO JOSÉ ,NOSSO PAI AMANTÍSSIMO !!! PARTE 1,A SANTA MORTE DE SÃO JOSÉ.




A Santa Morte de São José


O Dia 19 de Março, dia de São José, é o dia da memória da Santa Morte de nosso querido e Amado Papai São José.O dia 10 de fevereiro, como já meditamos anteriormente, é o dia do nascimento de São José.


DOR SECRETA DE NOSSA SENHORA REVELADA NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ

Jacareí, 18 de julho de 2001,A MORTE DE SÃO JOSÉ

"-EU desejo hoje dar a conhecer ao mundo mais uma das Minhas Dores Secretas...
Que Ela seja conhecida, venerada e propagada, para que o mundo inteiro se converta e tenha Paz...

O Meu Imaculado Coração sofreu acerbíssimamente, pela ocasião da morte do Meu Esposo São José... Ele, que NOS havia protegido, Amado e sustentado com todo o Amor de Seu Amantíssimo Coração, partia para a Eternidade, e NOS deixava na terra para continuarmos e concluirmos a Grande Obra da redenção humana... Ele, que com Sua coragem e Amor sempre vigilante, foi o Nosso Bálsamo nos momentos de maior tribulação e Dor...

Meu Coração mergulhou então num oceano de Dores infinitas, que só o Pai Eterno e o Meu Divino Filho podiam compreender... a Dor, como uma 'espada cortante', dilacerou o Meu Coração e O fez Sangrar...

Morreu o Meu Santo Esposo nos Braços de Jesus, deixando o Dele e o Meu Coração repleto de Dor e de Saudade...

Meu Filho, pela Dor que senti naquela hora, faça com que esta Grande Aflição que senti, seja conhecida do mundo inteiro.

Esta Minha Dor não é Amada e nem conhecida dos homens... Faça, pois, com que todos A conheçam e A venerem, para que EU possa, então socorrê-los com os Méritos que com Ela adquiri..."

MISTICA CIDADE DE DEUS – TERCEIRO TOMO – 5º LIVRO - CAPÍTULO 15
O FELIZ TRANSITO DE SAO JOSE ASSISTIDO POR JESUS E MARIA



Maria reza por São José





873. Já fazia oito anos que as enfermidades vinham purificando, no crisol da paciência e do amor divino, o generoso espírito do feliz São José. Agravando-se com os anos, iam diminuindo suas forças, desfalecendo o corpo e aproximando-se o inevitável termo da vida, pagamento do estipêndio da morte, dívida comum de todos os filhos de Adão (Heb 9, 27). Aumentava também o cuidado e solicitude de sua divina Esposa, nossa Rainha, na sua assistência e pontualíssimo serviço.

Conhecendo a amantíssima Senhora, com sua rara sabedoria, que estava próximo o dia de seu castíssimo Esposo deixar este pesado desterro, foi à presença de seu Filho santíssimo e lhe disse:

- Senhor e Deus altíssimo, Filho do Eterno Pai e Salvador do mundo, em vossa divina luz vejo que está a chegar o tempo determinado por vossa vontade etema, para a morte de vosso servo José. Suplico-vos, por vossas antigas misericórdias e infinita bondade, que o braço poderoso de vossa majestade o assista nesta hora. Que sua morte seja preciosa a vossos olhos (SI 115, 15), como foi agradável a retidão de sua vida. Parta em paz, com a certeza de receber a eterna recompensa, no dia em que vossa dignação abrir as portas do céu para todos os crentes. Lembrai-vos, meu Filho, do amor e humildade de vosso servo, de seus grandes méritos e virtudes, de sua fidelidade e solicitude por mim, e de como alimentou a vós, Senhor, e a Mim vossa serva, com o suor de seu rosto.


Resposta de Jesus





874. Respondeu-lhe nosso Salvador:

-Minha Mãe, vossos pedidos me são agradáveis, e em minha presença se encontram os merecimentos de José. Eu o assistirei agora, e a seu tempo, lhe darei lugar entre os príncipes de meu povo (SI 115,15). Será tão eminente que admirará aos anjos e dará motivo de louvor para eles e os homens. Com nenhuma geração farei o mesmo que para vosso Esposo.

Agradeceu a grande Senhora esta promessa a seu querido Filho. Durante nove dias antes da morte de São José, Filho e Mãe santíssimos o assistiram dia e noite sem o deixarem só. Nestes nove dias, por ordem do Senhor, os anjos vinham três vezes por dia, cantar ao feliz enfermo, louvando ao Altíssimo e celebrando as graças do próprio José.

Naquela humilde, porém riquíssima casa, sentia-se suavíssima fragrância de perfumes tão agradáveis, que confortava não só o santo homem, como a muitos que o sentiam de fora, até onde se difundia.


São José, precursor de Cristo no Limbo





875. Um dia antes da morte, todo inflamado no divino amor, teve um êxtase altíssimo que lhe durou vinte e quatro horas. Milagrosamente conservou-lhe o Senhor as forças e a vida, e neste sublime arrebatamento viu claramente a divina essência. Nela lhe foram manifestados, sem véu, tudo quanto crera pela fé: a incompreensível Divindade, os mistérios da Encarnação e da Redenção e a Igreja militante com todos os sagrados bens que a ela pertencem.

A Santíssima Trindade nomeou o precursor de Cristo, nosso Salvador, junto aos santos Pais e Profetas que se encontravam, no Limbo. Ordenou que lhes participasse novamente sua redenção e os preparasse para esperar a visita que o Senhor lhes faria, a fim de tirá-los do seio de Abraão e levá-los à eterna felicidade.

Maria santíssima conheceu estes fatos no interior da alma de seu Filho, na mesma forma de outros mistérios e como tinham sido concedidos a São José. Por tudo, a grande Princesa deu dignas graças ao Senhor.


São José despede-se de Maria





876. Saiu São José deste rapto, com o rosto banhado de admirável resplendor e beleza, e com a mente toda deificada pela visão do Ser divino. Pediu a bênção de sua Esposa santíssima, mas Ela pediu ao Filho que lha desse, o que Ele o fez. Em seguida, de joelhos, a mestra da humildade pediu a São José que também a abençoasse como seu esposo e superior. Por divino impulso, e para consolo da prudentíssima Esposa, o homem de Deus abençôou-a e d'Ela se despediu. Ela beijou-lhe a mão com que a abençoou, e pediu-lhe que, em nome dela, saudasse os santos Pais do limbo.

Para que o humilíssimo José cerrasse o testamento de sua vida com o selo desta virtude, pediu perdão à sua divina Esposa do que em seu serviço e estima havia faltado, como homem fraco e terreno. Suplicou-lhe que, naquela hora, não lhe faltasse a assistência e a intercessão de seus rogos. A seu Filho santíssimo o santo Esposo agradeceu também os benefícios que, durante toda a vida, recebera de sua liberalidade, em particular naquela enfermidade.

As últimas palavras que São José dirigiu à Maria, foram:

-Bendita sejais entre todas as mulheres, escolhida entre todas as criaturas. Os anjos, os homens e todas as gerações conheçam, exaltem e engradeçam vossa dignidade. Por vós, seja conhecido, adorado e exaltado o nome do Altíssimo em todos os futuros séculos. Seja eternamente louvado por vos ter criado tão agradável a seus olhos e dos de todos os espíritos bem-aventurados. Espero gozar de vossa vista na pátria celestial.


São José dcspede-se de Jesus e expira





877. Voltou-se o Homem de Deus para Cristo, Senhor nosso, e para lhe falar com profunda reverência, tentou por-se de joelhos no chão. O amoroso Jesus, porém, amparou-o nos braços. Com a cabeça neles reclinada, disse-lhe o Santo:

-Senhor meu e Deus altíssimo, Filho do eterno Pai, Criador e Redentor do mundo, abençoai a vosso escravo e obra de vossas mãos. Perdoai, Rei piedosíssimo, as faltas que, indigno, cometi em vosso serviço e companhia. Eu vos reconheço, exalto e com submisso coração vos dou eternas graças por terdes vos dignado escolher-me, entre todos os homens, para esposo de vossa verdadeira Mãe. Vossa própria grandeza e glória sejam meu agradecimento por toda a eternidade.

O Redentor do mundo lhe deu a bênção e disse:

-Meu pai, descansai em paz, na graça de meu Pai celeste e minha. Aos profetas e Santos que vos esperam no Limbo, dareis feliz notícia de que se aproxima sua redenção.

A estas palavras de Jesus, e nos seus braços, expirou o felicíssimo José, e o Senhor lhe cerrou os olhos.

A multidão dos anjos que assistiam com sua Rainha e Rei supremo, entoaram com voz celestial cânticos de louvor. A mandado de Jesus, levaram a alma santíssima de José ao limbo dos Pais e Profetas. Todos o reconheceram como Pai putativo do Redentor do mundo, cheio de resplendores de incomparável graça, íntimo do Senhor, digno de singular veneração.

Participando-lhes, conforme a ordem do Senhor, a proximidade de sua libertação, causou grande alegria àquela inumerável congregação de santos.


São José morreu de amor





878. Não se deve passar em silêncio que a preciosa morte de São José, ainda que precedida por enfermidade e dores tão prolongadas, não foi consequência delas. Sua vida poderia, naturalmente, ter se prolongado, não fossem os efeitos do ardentíssimo fogo de amor que ardia em seu retíssimo coração. Para que esta morte felicíssima fosse mais triunfo do amor, do que pena de culpas, o Senhor suspendeu a açâo especial e milagrosa com que conservava as forças naturais do seu servo, impedindo que fossem vencidas pela violência do amor. Faltando aquele apoio a natureza se rendeu, e soltou o laço que detinha aquela alma santíssima nas prisões da mortalidade do corpo, separação na qual consiste nossa morte.

Deste modo, o amor foi a última enfermidade, a maior e mais feliz, pois a morte que ela produz é sono para o corpo e princípio de verdadeira vida.


Sepultamento de São José





879. Vendo que seu Esposo falecera, a grande Senhora dos céus preparou seu corpo para o sepultamento. Vestiu-o conforme o costume, sem que outras mãos o tocassem, a não ser os santos anjos que, em forma humana, a ajudaram. Em atenção ao honestíssimo recato da Virgem Mãe, o Senhor revestiu o corpo de São José com admirável resplendor, deixando à vista apenas o rosto. Assim, a puríssima Esposa não o viu, ainda que o vestiu para o enterro.

A fragrância que dele se desprendia atraiu algumas pessoas que, vendo-o tão belo e flexível como se fora vivo, encheram-se de grande admiração. Vieram os conhecidos, parentes e muitas outras pessoas. Reunindo-se ao Redentor do mundo, à Mãe santíssima e à grande multidão de anjos, levaram o glorioso corpo de São José à sepultura.

Em todas estas ações, a prudentíssima Rainha conservava sua compostura e gravidade, sem se alterar com trejeitos mulheris. A dor não a impediu de providenciar a tudo o que era necessário, ao serviço de seu falecido Esposo e de seu Filho santíssimo. Tudo cabia no real e magnânimo coração da Senhora das gentes.

De novo a sós com seu Filho e Deus verdadeiro, agradeceu-lhe por todos os favores concedidos a seu santo Esposo. Em sublime ato de humildade, prostrada na presença de seu Filho, disse-lhe estas palavras:

-Senhor de todo meu ser, meu verdadeiro Filho e Mestre, a santidade de José, meu esposo, pôde deter-vos até agora, fazendo-nos merecer vossa desejável presença. Com a morte de vosso amado servo, posso recear perder o bem que não mereço. Obrigai-vos, Senhor, por vossa mesma bondade, a não me desamparar. Recebei-me de novo por vossa serva, aceitando os humildes desejos e ânsias do coração que vos ama. Aceitou o Salvador do mundo este novo oferecimento de sua Mãe santíssima, e prometeu-lhe que não a deixaria só, até chegar o tempo de começar a pregar, em obediência ao eterno Pai.


DOUTRINA DA RAINHA DO CÉU MARIA SANTÍSSIMA





A hora da morte


880. Minha caríssima filha, não é sem motivo que teu coração sentiu particular compaixão pelos que se acham em perigo de morte, desejando ajudá-los nessa hora. Realmente, conforme entendeste, naqueles momentos sofrem as almas incríveis e perigosos trabalhos por parte das ciladas do demônio, da própria natureza e dos objetos visíveis. Aquele instante é o termo do processo da vida que receberá a última sentença: de morte ou de vida eterna, de pena ou glória perpétua.

O Altíssimo, que te inspirou aquele desejo, quer aceitá-lo para que o executes. De minha parte, te confirmo o mesmo e te admoesto a colaborares com todo esforço possível para nos obedecer. Adverte, pois, amiga: quando Lúcifer e seus ministros das trevas reconhecem, pelos acidentes e causas naturais, que a pessoa está com perigosa e mortal enfermidade, imediatamente preparam toda sua malícia e astúcia, para investir contra o pobre e ignorante enfermo, e tentar derrubá-lo com diversas tentações. Como a esses inimigos está a terminar o prazo de perseguir a alma, querem suprir a falta de tempo pela violência da ira e maldade.


Os últimos combates


881. Para isto, reunem-se como lobos carniceiros, e examinam de novo o estado do enfermo: seu temperamento natural ou adquirido, suas inclinações, hábitos e costumes, e qual seu lado fraco por onde atacá-lo mais.

Aos que têm desordenado apego á vida, persuadem que o perigo não é tanto e impedem que outros o avisem. Aos que foram remissos e negligentes no uso dos sacramentos, re-forçam-lhe a tibieza, sugerem-lhes maiores dificuldades e adiamentos, para que morram sem eles ou os recebam sem fruto e com más disposições. A outros, propõem sugestões de vergonha, para não abrirem suas consciências e declararem seus pecados. A estes, embaraçam e retardam, para não manifestarem seus compromissos e não desenredarem a consciência. Àqueles que amam a vaidade, lhes propõem ordenar, naquela última hora, muitas coisas vãs e soberbas, para serem cumpridas depois de sua moite. Aos avarentos e sensuais inclinam com muita força ao que cegamente amaram.

De todos os maus hábitos e costumes, vale-se o cruel inimigo para arrastá-los atrás de objetos e assim lhes dificultar ou impossibilitar a salvação. Cada ato pecaminoso praticado durante a vida, e que contribui à aquisição de hábitos viciosos, constitui penhor e arma para o comum inimigo lhes fazer guerra naquela tremenda hora da morte.

Cada apetite satisfeito, abre-lhe o caminho para penetrar na fortaleza da alma. Uma vez dentro dela, lança-lhe seu depravado hálito e levanta densas trevas que são seu efeito. Tudo isto para que não acolham as divinas inspirações, não tenham verdadeira contrição de seus pecados e não façam reparação de sua má vida.

Desprezo dos meios de salvação

882. Geralmente fazem estes inimigos grande estrago naquela hora, sugerindo a ilusória esperança de que os enfermos ainda viverão, e com o tempo poderão executar o que, no momento, Deus lhes inspira por seus anjos. Com esta ilusão se enganam e perdem. Grande é também, naquela hora, o perigo dos que durante a vida desprezam o socorro dos santos sacramentos.

Este desprezo, muito ofensivo ao Senhor e aos santos, a divina justiça costuma castigar abandonando estas almas ao próprio conselho, pois não quiseram se aproveitar do remédio no tempo oportuno. Tendo-o desprezado, merecem, por justos juízos, serem desprezados na última hora, para a qual prorrogaram com louca ousadia, a busca da salvação eterna.

Poucos são os justos a quem no último combate, a antiga serpente não ataca com incrível sanha. Se aos grandes santos pretendem então derrubar, que podem esperar os viciosos, negligentes e cheios de pecados? Estes, que empregam toda a vida para desmerecer a graça e favor divino e não possuem as obras que os possam defender contra o inimigo?

Meu santo esposo José foi um dos que gozaram o privilégio de não ver nem sentir o demônio naquele transe. Quando os malignos tentaram se aproximar, sentiram que uma força poderosa os mantinha distantes, e foram pelos santos anjos, repelidos e precipitados no abismo. Ao se sentirem tão oprimidos e aterrados - a teu modo de entender - ficaram confusos, sobressaltados e aturdidos. Isto deu motivo para Lúcifer reunir no inferno uma junta ou conciliábulo, investigando se, por acaso, nele já se encontrava o Messias.

Tal vida, tal morte

883. Daqui compreenderás o grande perigo da morte, e quantas almas perecem naquela hora, quando começam a frutificar os méritos e os pecados.

Não te declaro os muitos que se condenam, para não morreres de pena, se tens verdadeiro amor ao Senhor. A regra geral, porém, é que à virtuosa vida segue-se boa morte; o resto é duvidoso, raro e contingente. O remédio e segurança é prevenir-se muito antes. Por isto, advirto-te que, ao veres a luz no amanhecer de cada dia, penses ser aquele o último de tua vida. E, como se de fato fosse, pois não sabes se o será, ordenes tua alma de modo a receber alegremente a morte, se ela vier. Não demores um instante em te arrependeres dos pecados, com propósito de os confessar se os tiveres, e emendar até a mínima imperfeição.

Não deixes em tua consciência falta alguma repreensível, sem te doeres e te lavares com o sangue de Cristo, meu Filho santíssimo. Põe-te no estado em que possas aparecer na presença do justo Juiz, que te examinará e julgará até o mínimo pensamento e movimento de tuas potências.

Orar pelos agonizantes

884. Para ajudares, como desejas, aos que estão naquele perigoso fim, em primeiro lugar aconselha a todos o mesmo que te advirto: cuidem da alma durante a vida e assim terão feliz morte. Além disso, rezarás nessa intenção todos os dias, sem falta.

Fervorosamente, suplica ao Todo-poderoso que aniquile os enganos do demônio, quebre os laços e ciladas que armam aos agonizantes, e sejam humilhados por sua destra divina.

Sabes que eu fazia tal oração pelos mortais, e quero que me imites nisso. Do mesmo modo te ordeno que, para mais ajudá-los, mandes aos demónios que deles se afastem e não os oprimam. Bem podes usar deste poder, mesmo que não estejas presente, pois o está o Senhor em cujo nome hás de subjugá-los, para maior honra e glória de Deus.

A morte das religiosas

885. As tuas religiosas, em tais ocasiões, esclarece no que devem fazer, sem perturbá-las. Admoesta-as para que recebam os santos sacramentos e sempre os frequentem. Procura animá-las e consolá-las falando-lhes das coisas de Deus, de seus mistérios e Escrituras.

Que seus bons desejos e afetos despertem e as disponham para receber a luz e influência do alto. Fortalece-lhes a esperança, encoraja-as contra as tentações e ensina-lhes como deverão resistir a elas e vencê-las. Procura conhecê-las, e mesmo que a paciente não as revelar, o Altíssimo te dará luz,para as entenderes e aplicar a cada uma o conveniente remédio, porque as enfermidades espirituais são difíceis de se conhecer e curar.

Tudo o que te admoesto deverás praticar, como filha caríssima, em obséquio do Senhor, e eu alcançarei de sua grandeza alguns privilégios para ti e para os que desejares ajudar naquela temível hora. Não sejas escassa na caridade, pois não agirás pelo que és, mas sim pelo que o Altíssimo quiser fazer por meio de ti.

quarta-feira, 14 de março de 2012

DIA 15 DE MARÇO - DIA DE SANTA LUÍSA DE MARILLAC.




"No dia de São Sebastião, estando eu nos Mártires, senti-me instada pelo desejo de me dar a Deus para fazer em toda a minha vida sua santíssima vontade", declarou Santa Luísa de Marillac.

Esta mãe de uma plêiade de filhas espirituais legou-lhes a herança da docilidade incondicional à vontade do Pai, para seguir os passos de Cristo na dedicação de toda a sua existência a percorrer cidades e aldeias fazendo o bem aos corpos e às almas dos mais necessitados: "As pessoas da Caridade têm esta felicidade de terem esta relação com Nosso Senhor, de estarem como Ele, ora num lugar, ora noutro para assistência do próximo".

Por obra da graça, formou-se entre Santa Luísa e São Vicente de Paulo um entrelaçamento de almas indissolúvel.

Assim foi esta santa cofundadora, com São Vicente de Paulo, do Instituto das Filhas da Caridade, o qual desde o século XVII age como um braço beneficente da Igreja, socorrendo pobres, enfermos e crianças, e entrou no século XXI com mais de 24.500 irmãs, disseminadas por cerca de 90 países.

Desde cedo conheceu a vontade de Deus


Nasceu Luísa em Paris, no seio de boa estirpe francesa, a 12 de agosto de 1591. Sua família de linhagem nobre era profundamente cristã. O nome Marillac está ligado, na França, a prelados, abades, sacerdotes, abadessas e religiosas.

Tinha poucos dias de vida quando faleceu sua mãe. Aos 15 anos, morreu também o pai, Luís de Marillac, senhor de Ferrière e de Villiers. Começou então para a jovem uma série de provas e sofrimentos com os quais a Providência quis uni-la a Si: "Bem cedo me fez Deus conhecer sua vontade, que eu fosse para Ele pela cruz. Desde o meu nascimento e em todo o tempo, quase nunca me deixou sem ocasião de sofrer".

Não obstante, recebeu esmerada educação: aprendeu literatura, filosofia e latim. Dotada de notável senso artístico, agradava-lhe pintar imagens e quadros. É digno de nota um que pintou, já adulta, e é hoje guardado como relíquia na casa-mãe das Filhas da Caridade: "Nosso Senhor Jesus Cristo em pé, de tamanho quase natural, com o coração radiante sobre o peito, estendendo suas mãos trespassadas, [...] e com expressão de bondade".Causa admiração saber que o Divino Modelo apareceu exatamente assim a Santa Margarida Maria Alacoque, cerca de 50 anos depois!...

É a representação d'Aquele a quem ela adorava no coração e para onde convergiam todas as operações de sua alma: "Tendo lido o Evangelho do bom semeador, e não reconhecendo em mim alguma boa terra, desejei semear no Coração de Jesus todas as produções de minha alma e as ações de meu corpo, para que, tendo o crescimento de seus méritos, eu não opere mais senão por Ele e n'Ele".

A perda do pai mostrou-lhe a fragilidade das coisas mundanas. Acolhida pelo tio Miguel de Marillac, Conselheiro do Parlamento Real, católico fervoroso e benemérito de várias congregações religiosas, quis ingressar num convento de monjas capuchinhas. No entanto, por causa de sua compleição fraca e saúde delicada, foi dissuadida desse intento pelo confessor, Frei Honorato de Champagny, o qual já lhe discernia outros caminhos: "Minha filha, creio que são outros os desígnios de Deus".

Uma graça mística lhe prognostica o futuro


Impedida de fazer-se religiosa, em 1613 casou-se com Antônio Le Gras, secretário da rainha Maria de Médicis, homem piedoso e de conduta irrepreensível. Dessa união nasceu-lhe um filho: Miguel, objeto de seu amor extremoso.

Luísa vivia na corte como esposa e mãe exemplar, mulher prudente, humilde, firme e abnegada. Nunca abandonou a Comunhão frequente, pouco comum naqueles tempos influenciados pelo jansenismo. Um de seus diretores foi Dom Francisco de Sales, amigo íntimo do tio Miguel. Após o falecimento do santo Bispo de Genebra, recebeu a sábia orientação do Bispo de Belley, Dom João Pedro Le Camus.

O ano de 1623 trouxe-lhe grandes provações. Por um lado, sentia sua alma inundada pelo intenso desejo de entregar-se mais ao serviço de Deus e do próximo. De outro lado, contudo, tal anelo parecia-lhe incompatível com suas obrigações de esposa e mãe. Somando-se a essa perplexidade, outras inquietações lhe assediavam o espírito: receava estar por demais apegada a seu diretor espiritual e assaltavam-lhe até mesmo dúvidas de fé.

A festa de Pentecostes veio devolver-lhe a paz de alma e descortinar-lhe, finalmente, o véu de seu futuro e de sua vocação. Eis como ela narra a graça recebida quando assistia à Missa na Igreja de São Nicolau dos Campos: "Num instante, uma voz interior me comunicou [...] que logo chegaria um tempo no qual me encontraria em condições de fazer voto de pobreza, castidade e obediência, em companhia de pessoas que também o fariam. Compreendi que me encontraria num lugar onde poderia socorrer o próximo; mas não entendia como isso poderia se realizar, porque via ali pessoas que entravam e saíam. Quanto ao diretor, que eu ficasse tranquila, pois Deus me daria um". Sentiu ela nesse momento a certeza de que quem lhe mostrava isso era o próprio Deus e, portanto, não havia motivo algum para duvidar.

Era a antevisão do Instituto de vida ativa que ela iria fundar, formado por "pessoas que entravam e saíam", importante novidade para a época, como veremos adiante.

O encontro com São Vicente de Paulo

Por desígnio da Providência, o Bispo Le Camus não pôde ir a Paris no inverno seguinte, e encaminhou sua dirigida a um sacerdote amigo: São Vicente de Paulo.

Havia este fundado a Congregação da Missão, de sacerdotes dedicados à evangelização da pobre e necessitada gente do campo. Padre Vicente não gostava de dirigir senhoras da nobreza, mas abria algumas exceções. Assim - a pedido de outro grande amigo, São Francisco de Sales, fundador da Ordem da Visitação -, aceitara o encargo de orientar as Visitandinas de Paris, cuja superiora era Santa Joana de Chantal. O santo Bispo declarou que lhe confiara a direção de suas filhas espirituais por não conhecer sacerdote mais digno. A partir do primeiro encontro, não se pode falar de Santa Luísa de Marillac sem referir-se a São Vicente de Paulo.

Depois de muitos sofrimentos, de fato o senhor Le Gras faleceu cristãmente nos braços da esposa, em 21 de dezembro de 1625. A jovem senhora, viúva aos 34 anos, podia agora consagrar-se por inteiro ao serviço de Deus e do próximo. Abandonou a vida de sociedade e pôs-se nas sábias mãos de São Vicente.

Nos primeiros quatro anos passados sob a orientação do santo diretor, procurou ele adestrar sua têmpera para as ousadias que a esperavam, segundo um tríplice princípio: "Amar a Deus com a força de nossos braços e o suor de nossa fronte; ver Jesus Cristo no próximo, amando e servindo a Nosso Senhor em cada um, e cada um em Nosso Senhor; e não adiantar-se à Divina Providência, esperando com calma sua voz de mando".

União respeitosa e profunda entre dois santos


Por obra da graça, formou-se entre ela e São Vicente de Paulo um entrelaçamento de almas indissolúvel. Sempre afáveis e vigilantes, os dois intercambiavam visitas e cartas, até à ancianidade, legando à História um perfume da verdadeira amizade fundada no amor a Deus. A correspondência entre ambos mostra o mútuo afeto e respeito com que se tratavam. Ela, humilde e com veneração filial; ele, simples, afetuoso, sobretudo religioso e grave, deixando entrever a cada passo "a sua alma de sacerdote, o seu coração de pai, e o seu zelo de santo".

Uma das preocupações de Luísa era o filho. Seu afeto excedia os limites do amor maternal e deixava transparecer certo apego humano. O jovem Miguel, depois da morte do pai, ficara privado também do convívio materno e não se amoldou inteiramente à vida no seminário onde fora internado para completar sua educação. Além disso, alguns problemas na política francesa comprometeram a família Marillac, por sua influência e presença na corte. Tais circunstâncias afetaram o comportamento do rapaz, trazendo não poucas apreensões à mãe.

Com mão firme e paternal, São Vicente de Paulo veio em socorro de ambos. Admoestava a mãe pelos excessos de amor, e esta aceitava com inteira docilidade as advertências. "Oh, que alegria ser filho de Deus! Pois este Senhor ama os seus com um afeto ainda maior que o da senhora para com seu filho, apesar deste amor ser tão grande que não vi coisa igual em nenhuma outra mãe".Com relação ao filho, soube compreendê-lo, e o acolheu em sua própria comunidade. E por não ter ele vocação sacerdotal, amparou-o até que se estabelecesse nas vias do matrimônio.

Surge uma nova concepção de vida religiosa


Dando curso a seu apostolado junto aos camponeses, São Vicente fundava, nas localidades onde pregava missões, uma pequena associação intitulada "Caridade", levada adiante por senhoras abastadas da região. Conhecidas como as "damas da Caridade", dispunham-se elas a prestar assistência constante aos necessitados, sobretudo aos enfermos. Não obstante, sem conexão direta com o seu fundador, tais associações logo se viam envolvidas com dificuldades não pequenas: ocorriam abusos, disputas pela autoridade, desvios de verbas e auxílios, rixas pessoais, etc. Faltava alguém que, com jeito e firmeza, pudesse visitar cada uma dessas "Caridades", para manter a ordem e a harmonia.

Era a luz da Providência abrindo a trilha da vocação de Luísa. Foi ela a visitadora de São Vicente. E com o toque feminino da mulher forte da Escritura (cf. Pr 31, 10-31), ordenava e dava corpo aos frutos apostólicos dos incansáveis sacerdotes da Missão.

Além disso, outra necessidade mais premente se fazia sentir: as "damas da Caridade" não se sujeitavam aos trabalhos mais penosos, como o cuidado direto e pessoal dos enfermos. Era urgente arregimentar pessoas dedicadas e dispostas a qualquer humilhação, que fossem as "servas da Caridade". São Vicente encontrou tal disposição em muitas jovens que conhecera em suas andanças, e as encaminhou para Santa Luísa, afim de serem formadas de acordo com seu espírito. As jovens desta pequena comunidade nascente logo passaram a ser chamadas de "irmãs da Caridade".

Surgia assim uma nova congregação, a Companhia das Filhas da Caridade. O instinto materno dessas jovens religiosas se debruçaria sobre os enfermos e carentes, por amor a Deus. Seriam virgens e mães dos pobres e necessitados, inicialmente no campo, mas logo também nas cidades, inclusive Paris. Atendiam nos hospitais, procuravam os doentes em suas casas, recolhiam em orfanatos crianças abandonadas. Não tardou a serem solicitadas para exercer suas beneméritas atividades em situação de risco, como lugares devastados por sangrentos combates, onde socorriam os feridos e moribundos.

Dispostas a todos os sacrifícios, tinham elas consciência de não serem religiosas segundo os moldes do tempo, ou seja, não pertenciam a um Instituto de freiras enclausuradas. São Vicente deixa-lhes bem claro este ponto: "Vós não sois religiosas". Porém, empenha-se em confirmá- las na sua singular vocação: "Eu vos certifico não conhecer religiosas mais úteis à Igreja que as Irmãs da Caridade, em razão do serviço que prestam ao próximo".

Claro, não podiam elas negligenciar a contemplação, no sentido de uma vida de piedade vigorosa, fundamento de seu apostolado: fazer tudo por amor a Deus, vendo Nosso Senhor em cada pobre e doente, dentro da obediência a uma regra bem definida. Mas a nova Instituição une a este espírito a vida ativa, profunda inovação para o tempo: "As Filhas da Caridade terão por convento um hospital, por cela um quarto de aluguel, por claustro as ruas da cidade ou as salas das casas de saúde, por termo a obediência, por freio o temor de Deus, por véu a santa modéstia".

Obediência incondicional ao fundador


É impossível, em tão curtas linhas, narrar o imenso bem feito por esses dois santos. Lutas, dificuldades e provas não faltaram, tanto materiais como espirituais; entretanto, eram elas enfrentadas com coragem e lucidez, na certeza do cumprimento da vontade do Pai.

Fiel a toda prova, Santa Luísa de Marillac conduzia o novo Instituto na obediência incondicional a seu fundador. Dada a união entre suas almas, sabia estar a vontade de Deus na vontade dele. Ele, por sua vez, com intenso discernimento, sabia distinguir as jovens que tinham verdadeira vocação, e ajudava a santa na formação das inúmeras filhas, cujo número só aumentava. Juntos elaboraram as regras e deram forma canônica à Congregação, a qual foi aprovada pelo Arcebispo de Paris em 1655, após 30 anos de árduo apostolado.

Movido por seu zelo paternal, e acedendo aos desejos de Santa Luísa, São Vicente empenhava-se em consolidar a obra recém-nascida. Fazia isso, sobretudo, através de uma série de conferências cheias de fogo e entusiasmo, nas quais ele incentivava suas filhas espirituais nas vias da santidade, de acordo com o carisma da fundação: "Humilhai-vos muito, minhas caras Irmãs, e trabalhai por vos tornardes perfeitas e fazer- vos santas"- insistia ele.

Luísa foi das primeiras a anotar e guardar cuidadosamente as palavras de seu pai e fundador. Entre anotações de conferências e cartas, acabou constituindo três volumes, num total de 1500 páginas. Essa coleção manuscrita, intitulada Máximas e Avisos, está, ainda hoje, guardada nos arquivos da Companhia. Todo este tesouro compõe o "mais autêntico e puro depósito da doutrina e do espírito"que deve animar as Filhas da Caridade de todos os tempos.

"Vá na frente, logo tornarei a vê-la no Céu"


Santa Luísa de Marillac preservou intacta sua inocência batismal. O testemunho de São Vicente a este respeito é inquestionável: "Que vi nela desde 38 anos que a conheço? Vieram-me à lembrança alguns pequenos mosquitos de imperfeição, mas pecado grave nunca! Nunca!".Pois bem, a essa alma inocente pediu Cristo Jesus o sofrimento derradeiro: privar-se do convívio com o venerado fundador. Ficou ela seriamente enferma e já não podia visitá-lo; este, por sua vez, já com 85 anos, tampouco se levantava da cama ou escrevia. Maior sacrifício seria impossível pedir-lhe. Um recado dele foi o último contato entre ambos: "A senhora vá na frente, logo tornarei a vê-la no Céu".

Após receber todos os Sacramentos, entregou sua alma a Deus no dia 15 de março de 1660, aos 68 anos. De fato, seis meses depois, São Vicente foi encontrá-la na eternidade. Seu corpo encontra-se sepultado na capela da casa-mãe da Congregação, na Rue du Bac, em Paris, onde Nossa Senhora, chancelando essa obra tão amada por seu Divino Filho, apareceu em 1830 a uma de suas filhas, Santa Catarina Labouré, para dali derramar torrentes de graças sobre o mundo inteiro, por meio da Medalha Milagrosa.



CORPO INCORRUPTO DE SANTA LUÍSA DE MARILLAC,NA CAPELA DA CASA-MÃE ,NA RUE DU BAC,EM PARIS.ESSA FOTO FAZ PARTE DE MEU ARQUIVO PESSOAL.TIVE A BENÇÃO DE VISITÁ-LA 2X NO ANO DE 2006.É UMA ALEGRIA E UMA EMOÇÃO MUITO GRANDE PODER ESTAR DIANTE DESSA GRANDE SANTA,QUE DESCANSA AO LADO DE SANTA CATARINA LABOURÉ ,NA CAPELA A QUAL NOSSA SENHORA APARECEU PARA COMUNICAR A SANTA CATARINA A MEDALHA MILAGROSA!



11-03-2012 - PALESTRA DO VIDENTE MARCOS TADEU,DADA NO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ / BRASIL.

A palestra do Vidente Marcos Tadeu Teixeira durante o Cenáculo deste dia foi dada após a exibição da parte do filme LOURDES 4,que foi concluída por ele até o momento.

Também ouvimos neste dia parte do CD " As Aparições de Nosso Senhor a Irmã Apolline vol. II" e do CD "As Aparições de Heede - Alemanha vol.I". Tanto o filme, quanto os cd´s e todos os outros materiais do Santuário das Aparições de Jacareí, são feitos pelo Vidente,que em um trabalho incansável luta para trazer a luz, tesouros dados pelo Céu que foram sepultados pelo homem no decorrer dos anos.


FILME DA SEMANA: VOZES DO CÉU 3 - AS APARIÇÕES DE JACAREÍ/BRASIL.

13.03.2012 - MENSAJE DE NUESTRA SEÑORA ,CAPILLA DEL SANTUARIO DE LAS APARICIONES DE JACAREÍ SAN PABLO BRASIL - COMUNICADO AL VIDENTE MARCOS TADEU .




JACAREÍ, 13 DE MARZO DEL 2012
CAPILLA DEL SANTUARIO DE LAS APARICIONES DE JACAREÍ SAN PABLO BRASIL
ÚLTIMO DIA DE LA TRECENA DE NUESTRA SENÕRA ROSA MÍSTICA
MENSAJE DE NUESTRA SEÑORA
COMUNICADO AL VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA



MENSAJE DE NESTRA SEÑORA

“- Mi apostol predilectísimo, la Paz, hoy dia 13, cuando tu y mis hijos fieles hicieron un dia de oraciones y sacrificios especiales para desagravar las traiciones hechas a Mi Divino Hijo Jesus Cristo por los sacerdotes-judas y por los sacerdotes que se volvieron indignos de su vocación, conforme Yo les pedi en Mi Apariciones en Montichiari a Mi hijita Pierina Gilli, Vengo a pediros que ofrezcais vuestras oraciones y sacrificios para desagravar también las traiciones cometidas contra Mi Hijo, por los fieles-judas que traicionando el Amor de Mi Jesús y amando a si mismos y a las criaturas mas que Jesús, clavan en Mi Corazón Inmaculado aquellas Tres espadas que Yo te mostre años atrás hijo mio, e que pedi que colocases en la imagen que mande hacer, y que tu con tanta obediencia y fidelidad, hiciste como Yo te ordene.

De esta forma tu y mis hijos fieles consolareis, y mucho, Mi Corazón Inmaculado y Me ayudareis a detener la gran ola de vocaciones traidoras y de almas infieles que ahora llenan el mundo y que atraen tantos castigos de la Justicia Divina sobre ellas mismas y sobre el mundo entero.

Sed las rosas misticas blancas de oracion, rojas de sacrificio y amarillas de penitencia que Os pedi, y entonces vuestras almas harán parte que aquel grande y bello ROSEDAL que habia a Mi lado en Mi segunda Aparicion a Mi hijita Pierina Gilli, que darán consolacion y alegria a Mi Corazon y al Sagrado Corazón de Jesús.

CONTINUAD REZANDO MI CORONILLA DE LAS LAGRIMAS, PUES POR MEDIO DE ELLA CONSEGUIREMOS IMPEDIR LA CORRUPCION DE TANTAS ALMAS QUE AUN ESTAN EN GRACIA DE DIOS, Y TAMBIÉN CONSEGUIREMOS LA CONVERSIÓN DE MUCHOS PECADORES. A TI, MI ELECTO MARCOS, Y A TODOS MIS HIJOS QUE ME AMAN Y ME OBEDECEN LOS BENDIGO GENEROSAMENTE DESDE HEEDE, DESDE MONTICHIARI Y DE JACAREÍ.

La Paz !

13.03.2012 - MENSAGEM DE NOSSA SENHORA,COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA - CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ – SP – BRASIL‏.




JACAREÍ, 13 DE MARÇO DE 2012
CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ – SP – BRASIL
ÚLTIMO DIA DA TREZENA DE NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA


“-Marcos, Meu Apóstolo prediletíssimo, a Paz !

Hoje, dia 13, quando tu e os Meus filhos fiéis fizestes um dia de orações e sacrifícios especiais para desagravar as traições feitas ao Meu Divino Filho Jesus Cristo pelos sacerdotes-judas e pelos sacerdotes que se tornaram indignos de sua vocação, conforme Eu vos pedi nas Minhas Aparições em Montichiari à Minha filhinha Pierina Gilli, venho pedir-vos que ofereçais as vossas orações e sacrifícios para desagravar também as traições cometidas contra o Meu Filho pelos fiéis-judas, que traindo o Amor do Meu Jesus e amando a si mesmos e as criaturas mais que a Jesus, cravam no Meu Coração Imaculado aquelas Três Espadas que Eu te mostrei há anos atrás, Meu filho, e que pedi que colocasses na Imagem que te mandei fazer e que tu, com tanta obediência e fidelidade, fizeste como Eu te ordenei.

Desta forma, tu e os Meus filhos fiéis consolareis, e muito, o Meu Coração Imaculado e Me ajudareis a deter a grande onda de vocações traidoras e de almas infiéis que agora enchem o mundo e que atraem tantos Castigos da Justiça Divina sobre elas mesmas e sobre o mundo inteiro.

Sede as rosas místicas brancas de oração, vermelhas de sacrifício e amarelas de penitência que Eu vos pedi, e então as vossas almas farão parte daquele grande e belo ROSEIRAL que havia ao Meu lado na Minha segunda Aparição à Minha filhinha Pierina Gilli, que darão consolação e alegria ao Meu Coração e ao Sagrado Coração de Jesus.
CONTINUAI A REZAR O MEU TERÇO DAS LÁGRIMAS, POIS POR MEIO DELE CONSEGUIREMOS IMPEDIR A CORRUPÇÃO DE TANTAS ALMAS QUE AINDA ESTÃO EM GRAÇA DE DEUS, E TAMBÉM CONSEGUIREMOS A CONVERSÃO DE MUITOS PECADORES.

A ti, Meu eleito Marcos, e a todos os Meus filhos que Me amam e Me obedecem, abençôo generosamente de HEEDE, de MONTICHIARI e de JACAREÍ.

A Paz !”